Le Brésil et Mayotte

Não muito longe da minha casa, na cidade próxima de Tsounzou tem uma brasileira, parece. Ela é professora ou educadora, sei la ! Ela esta na fai tuxa os trinta, pelo que me falaram dois professoyres que ja a encontraram.

Sempre achei esquisito não ter encontrado alma brasileira que viva nessa ilha do cavalo marinho e do ylang ylang. Brasileiro gosta de riqueza e coisa diferente e talvez por Mayotte ser pobre em relação a outras partes da França continental pensei que não podia atrair uma brasileira sã de cabeça e de espírito. Nem todo mundo tem espírito de porco como eu. Nem todo mundo quer bater de cabeça em pobreza.

Eu por minha vez vejo muitas coisas parecidas entre Mayotte e Brasil. Aqui tem os muitos ricos e os muitos pobres. Tem favelas que aqui se chamam bangas. Aqui a religião permeia tudo. No Brasil são 90 por cento cristões. Em Mayotte 95 por cento muçulmanos. Aqui todo mundo anda de Ryder  ou Havaianas, ou outras marcas locais. Brasileiros adoram viajar pra Chile, Argentina, Miami, Europa. Os ricos de Mayotte adoram  viajar pra Arabia Saudita, India, Marseille, Paris, la Réunion, Ile Maurice. Viajar é sempre preciso. Também gostam de carro caro pra se  aparecer e gastam o dinheiro que não tem para fingir que tem. Fazem malabarismo para se exibir com políticos, donos de banco. Nunca na minha vida  tenho encontrado em tão pouco tempo tanta gente « bonita ». Já encontrei até senador, líder de partido politico, diretores de banco, empresarios, vencedor de concurso de beleza, dignitário muçulmano, diretor de órgão público. 3E juro, foi sem querer querendo.

Estranhei mesmo e ainda estranho não ter encontrado brasileiros. Sempre tem algum na França que abre uma ONG para ensinar arte marcial ou capoeira e aqui nada. Sempre tem uma que faz dança de mulatas. Mas aqui parecia o deserto para brasileiros. Pior do que o Saara.

Estranhei. Ai pensei que devia ter uma razão séria para tanta ausência. E surgiu a resposta: aqui não tem farinha. Aqui feijão é caro. Mas pensei, Matutei melhor. Que nada. Todo brasileiro não é nordestino, né, nutrido a base e feijao arroz e farinha e um pedacinho pequeninho de jaba ! ! Para compensar tem mar, praias, churrasquinhos o ano todo baratinho e a santa cerveja holandesa Heineken! Que nada. Só se for em Mayotte ! Se seu assunto é cachaça vai sofrer mas não vai morrer, meu chapa. Os malgaches, os nativos de Madagascar gostam. Até porco para sua feijoada vai encontrar apesar da religião muçulmana proibir seu consumo.

Ah mas brasileiro no exterior não pode viver sem suas baladas, ouvir um som bem legal oriundo das terras tupiniquins. Que nada. Com Internet o som do planeta tá imediatamente disponível.

Hoje vi um cartaz num bar em Passamianty : « brésillienne » night (foi assim mesmo com dois LL). Foi ontem a festa no Koropa club perto de Mamoudzou. Entrada 10€. Duvido que tenha brasileiro quem organiza. Mas posso me enganar. Eu, hem, se nao consegue escever certo num cartaz brésilienne como manda o modelito não quero nem saber o resto.

 

https://m.facebook.com/photo.php?fbid=867892910037419&id=100004501533693&set=ecnf.100004501533693&source=49&refid=17&__tn__=E

Pode ser um brasileiro, pode não ser.  Eu vi no Facebook um tal de DJ  Elias mas Elias pode morar  em qualquer canto do mundo e divulgar. Como ele divulga festa malgache tenho minhas duvidas. O que ficou claro na chamada que eu li  é que duas dançarinas vindas do Brasil com paradeiro na ilha da Réunion iam dancar, e dar um show de gogo girl. O que é certo é que o conceito de festa brasileira é bem claro. Só olhar o cartaz. No mesmo dia tinha num bar malgache em Passamianty , o bar onde vou sempre que posso aos domingos meio dia para  almoçar e bebericar e encontrar alguns conhecidos. Se chama o  Maharatra, isso quer dizer o lugar de sempre. Virou agora minha cantina do domingo. Já tenho minha cantina da sexta feira, o bar Cinq Cinq. So falta descobrir a cantina do sabado. A cantina de segunda a quinta é variavel. Depende da meteorologia interna e externa. Os malgaches são os brasileiros da África. Se parecem muito fisicamente, são festivos e cheios de religiões. Alguns não comem porco, alguns não comem galinha, alguns não bebem cachaça e cerveja, alguns não comem carne de boi. Mas todos gostam que nem eu de peixe e frutos do mar, e em primeiro lugar de caranguejo e de polvo, de camarão pistola.

Por isso em Mayotte único lugar que me divirto tem que ter seja Barista malgache ou cozinheiro malgache, senão morro podre de morte mordida, morrida e bandida a fogo brando.

Minha bebida de cada domingo, que não pode faltar é uma cachaça malgache chamada magoustan ou magoustan. Não sei bem o que é. E parece uma fruta destilada na cachaça, sai com limão e gelo e me derreto. Tem em realidade uma cachaça diferente aqui feita a partir do coco fermentado. Não entendi bem o processo mas se vende muito durante o mês de jejum daqui chamado Ramadan. Aquele no Ramadan e doce. Não chegou a ser cachaça. Mas se deixar fermentar, vai poder bebericar na paz do Senhor, aqui na paz de Allah. É uma delícia. Sua cabeça vai rodar a baiana em menos tempo que a luz leva para percorrer a distância da terra a lua e volta. Se chama tal cachaça tiembo Vurupa. Mas para achar só com ajuda do meu colega presidente da Câmara de Mayotte para o Artesanato. Chique, né . Sou podre de chique, mesmo ! Sou caatingueiro, né ! Com caatingueiro ninguém pode.

 https://m.facebook.com/photo.php?fbid=867892910037419&id=100004501533693&set=ecnf.100004501533693&source=49&refid=17&__tn__=E

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