Un chai nommé château

Tem uma palavra aqui em Bordeaux que sempre aparece com a palavra « château »: é a palavra « chai ». O « chai » é o lugar onde se conserva o vinho ou onde se elabora o vinho num processo de fabricação chamado vinificação constituido pela fermentação , maceração , criação em barril ou cuva e assemblagem (ou seja mistura de cepas para compor o vinho). O « chai » quando tem uma parte ou a totalidade do baixo do nível do chão é chamado « cave à vin » (adega), quando for no nivel da rua é chamado de « cellier ». O « chai » serve também para armazenamento dos barris, dos vinhos ou dos aguardentes. Acho uma obrigação visitar um chai na região de Bordeaux. O chai é a vitrine do vinho e o « maître de chai » aí é rei junto com o « œnologue ». Aí vai poder « mirer » com o olho, « humer » com o nariz e « lamper » com a língua o vinho. Pode ter uma taxa para provar e visitar o « chai » mas nunca tem a obrigação de comprar.

Dentro da cidade de Bordeaux tem apenas um château , o château Descas. Este château em realidade já foi um hospital desde o século 17, o hospital de la Manufacture. Tinhas duas asas. Essas asas existem até hoje atrás do château e foram transformadas em módulos habitationais. Quando foi comprada a area de 10000 metros quadrados em 1881 (para ser construído entre 1890 e1893) por um fabricante de barris Jean Descas visionário que investiu pesado no quai da Paludate, no atual bairro Sainte-Croix, à beira do rio Garonne, numa parte da cidade perto da gare Saint-Jean e do pont de pierre que então não era uma área dedicada ao negócio do vinho (os chais à vins). A área dos « chais à vins » era mais nos Chartrons. Foi um sucesso porque o Jean Descas teve a intuição de construir este château neo-baroco com instalações industrias onde pela primeira vez na cidade tinha elevadores, trilhos e vagões para carregar o vinho. Desde o início o espaço foi dividido entre apartamentos residenciais, escritórios e o chai à vins. É isso até hoje. Este château funcionou atés 1970 como chai à vins. Depois ficou parado no tempo até os anos 2000 quando um cabaret, o Caesar’s ocupou o lugar. Foi um fracasso. Depois foi a vez de uma discoteca o Rikiki Palace. Novamente fracasso. Finalmente deu lugar a uma casa de espetaculos Le Mystic. E novamente fracasso. A parte central esta fechada faz 9 anos em razão de um litígio entre a Prefeitura e os donos do lugar. Mas as asas do castelo tanto a esquerda como a direita estão alugadas a associações ou comércios como um bar a vinho-restaurante Le Point Rouge, que já foi antes sala de jogos de poker, um chais à vins o Chais Delcas e também uma operação imobiliária, tem possibilitado a renovação das asas e o arrendamento para a população de modulos residenciais bem grandes no coração da cidade a preços salgados mas razoaveis. Deu lugar em 1990 a uma residência Descas incluindo 177 apartamentos (dos quais 36 ocupam as asas e o restante o pátio do château ) e uma residência para idosos. Que pena que não se possa mais visitar o castelo mas comendo ou bebericando no Chais Delcas ou no Point Rouge dá pra sentir a grandiosidade do lugar.