A cada mil lágrimas sai um milagre

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Toutes les mille larmes un miracle voit le jour ! Toutes les  mille larmes vous avez droit à un miracle. Pleurez donc plein votre saoul car le miracle vous est promis ! Pleurez à chaudes larmes ou à froides et tièdes larmes, peu importe mais pleurez ! Ouvrez les vannes, les biefs, les chenaux, abandonnez-vous au flux, épanchez-vous car à la millième larme, exactement le miracle viendra sous la forme d’un arc-en-ciel dont chacune de vos larmes est la promesse. Pleurez des fleuves, des rivières, des torrents, tout débouchera au bout de mille larmes sur l’océan des miracles. Baignez-vous massez-vous habillez vous de ces larmes, de ce sel mais vous n’avez droit qu’à mille larmes, mille gouttes. Comme mille gouttes de pluie qui vont s’évaporer. Toutes les mille larmes, recueillez vos larmes et mettez-les à bouillir à feu doux, puis laissez cristalliser dans un réservoir, récoltez le sel de ces larmes à la main avant de les rincer dans la saumure. Que ce soient des larmes de joie, d’envie, de rage, si elle vous encombrent vous pouvez ensuite les revendre à prix coûtant à Halen Môn

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Milágrimas

Música: Itamar Assumpção Letra: Alice Ruiz

Em caso de dor ponha gelo

Mude o corte de cabelo

Mude como modelo

Vá ao cinema dê um sorriso

Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo

Se amargo foi já ter sido

Troque já esse vestido

Troque o padrão do tecido

Saia do sério deixe os critérios

Siga todos os sentidos

Faça fazer sentido

A cada mil lágrimas sai um milagre

Caso de tristeza vire a mesa

Coma só a sobremesa coma somente a cereja

Jogue para cima faça cena

Cante as rimas de um poema

Sofra penas viva apenas

Sendo só fissura ou loucura

Quem sabe casando cura

Ninguém sabe o que procura

Faça uma novena reze um terço

Caia fora do contexto invente seu endereço

A cada mil lágrimas sai um milagre.

Mas se apesar de banal

Chorar for inevitável

Sinta o gosto do sal do sal do sal

Sinta o gosto do sal

Gota a gota, uma a uma

Duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre

A cada mil lágrimas sai um milagre 

Mais aussi Alzira Espinola, Zelia uncan, Nà Orzetti, Anna Toledo…..

Botei uma flor na janela de 2018

 

 

Botei uma flor na janela

Pra Iemanja ver do mar

Da lua olhando pra ela

São Jorge vai abençoar

Com a força que vem as ondas

Com os raios que vem do luar

Encontro amor e alegria

 

Desejo pro ano que vem

Tudo de bom e de bem

Para você e pra os seus

Dê boas vindas aos sonhos

Tristeza e magoas adéus

Procure pelos bons caminhos

Estradas de luz e de paz

A gente não tem que ter muito

A gente precisa ser mais.

Obrigado Iza por ter me enviado esse poema. Na realidade foi uma mensagem sonora que recebi pelo Messenger e tive que transcrever. So depois achei o video ! A maneira de cantarolar me fez lembrar a voz de Paulinho da Viola. Mas pode ser também, segundo me dizem, Jorge Vercilo, Tiago Nacaruto, Sergio Barros, Chico Buarque de Holanda e outros ! Procurei por toda parte a autoria desta obra e infelizmente até agora não cheguei à conclusão nenhuma. Fica para mais tarde em todo caso ! Por agora decidi que era Sertgio Barros mas nao tenho prova nenhuma de quando foi gravado.Vamos descobrir com certeza antes do proximo ano novo raiar ! Desejo a todos para 2018 um ano bem melhor do que 2017 e nem que seja um pouquinho abaixo de 2019. Afinal imagino que tem anos que tem um climax e que nunca mais vai subir mais alto mas assim mesmo vamos la ! No ataque ! A esperança é a ultima que morre, né ! Samba !

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Outra coisa : as obras de arte no video:

1 Lia Mittarakis ‘Rio de Janeiro, gosto de você, gosto dessa gente feliz’;

2 Helena Coelho ‘feliz ano novo’;

3 Ariane Krelling ‘São Jorge’;

4 Airton das Neves ‘à beira-mar’;

5 Duca ‘caraíva’;

6 Luciana Mariano ‘réveillon’;

7 Maldonado Díaz ‘mosaico de tradiciones en el llano’;

8 Raquel Galena ‘cidade do sonho’;

9 Valquíria Barros ‘ciranda de flores’;

10 Adriano Dias ‘roda de ciranda’;

11 Luciana Marinho ‘gaiolas’;

12 Ernane Cortat ‘o violeiro’;

13 Angela Gomes ‘a caminho do convento’;

14 Angela Gomes ‘convento da penha’;

15 Luciana Marinho ‘fazendo’;

16 Meire Lopes ‘lugarejo’

Le centenaire plus un du samba

Ca s’est passé le 27 novembre 2016. On a fêté alors les 100 ans du samba. La samba est féminine en français alors que le terme est masculin en portugais. Je préfére quant à moi parler du samba, permettez ! Au risque de contrarier les habits verts de l’Académie Française ! Le premier samba aurait été selon les spécialistes Pelo Telefone  joué par Donga (1889-1974) le 27 novembre 1916.

Bon je ne crois pas forcément à tout ce que je lis et je pense qu’avant ce samba il y en a eu beaucoup d’autres mais il faut bien pour la beauté du mythe qu’il y en ait eu un premier.

Paulinho da Viola est un auteur compositeur qui a beaucoup oeuvré pour le samba puisqu’il est né en 1941 et qu’il a fêté lui ses 75 ans.

La rede Globo de télévision lui a proposé de choisir 10 sambas représentatifs pour un show du programme Fantastico, un show à grande audience tous les dimanches soirs.

son choix s’est porté non sur 10 mais 12 compositions.

A Fonte Secou (Monsueto Menezes, Tufic Lauar, Marcléo)

Eu não sou água
Pra me tratares assim
Só na hora da sede
é que procuras por mim
A fonte secou
Quero dizer que entre nós
Tudo acabou
Teu egoísmo me libertou
Não deves mais me procurar
A fonte do meu amor secou
Mas os teus olhos nunca mais hão de secar

O Bêbado e a Equilibrista (Aldir Blanc + João Bosco)

Caía a tarde feito um viaduto

E um bêbado trajando luto

Me lembrou Carlitos

A lua tal qual a dona do bordel

Pedia a cada estrela fria

Um brilho de aluguel

E nuvens lá no mata-borrão do céu

Chupavam manchas torturadas

Que sufoco!

Louco!

O bêbado com chapéu-coco

Fazia irreverências mil

Pra noite do Brasil

Meu Brasil!

Que sonha com a volta do irmão do Henfil

Com tanta gente que partiu

Num rabo de foguete

Chora

A nossa Pátria mãe gentil

Choram Marias e Clarisses

No solo do Brasil

Mas sei que uma dor assim pungente

Não há de ser inutilmente

A esperança

Dança na corda bamba de sombrinha

E em cada passo dessa linha

Pode se machucar

Azar!

A esperança equilibrista

Sabe que o show de todo artista

Tem que continuar

Chega de Saudade (Antonio Carlos Jobim, Vinicius de Moraes)

Vai minha tristeza
E diz a ela que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer

Chega de saudade
A realidade é que sem ela não há paz
Não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai

Mas se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca

Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos, e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim

Não há paz
Não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai

Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos, e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim
Não quero mais esse negócio de você longe de mim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim

Eu Sou o Samba (Zé Keti)

Eu sou o samba
A voz do morro sou eu mesmo sim senhor
Quero mostrar ao mundo que tenho valor
Eu sou o rei do terreiro
Eu sou o samba

Sou natural daqui do Rio de Janeiro
Sou eu quem levo a alegria
Para milhões de corações brasileiros
Salve o samba, queremos samba
Quem está pedindo é a voz do povo de um país
Salve o samba, queremos samba
Essa melodia de um Brasil feliz

Falsa Baiana  (Geraldo Pereira)

Baiana que entra no samba e só fica parada
Não samba, não mexe, não bole nem nada
Não sabe deixar a mocidade louca

Baiana é aquela que entra no samba de qualquer maneira
Que mexe, remexe, dá nó nas cadeiras
Deixando a moçada com água na boca

A falsa baiana quando entra no samba
Ninguém se incomoda, ninguém bate palma
Ninguém abre a roda, ninguém grita ôba

Salve a Bahia, senhor
Mas a gente gosta quando uma baiana
Samba direitinho, de cima embaixo
Revira os olhinhos dizendo
Eu sou filha de São Salvador

Leva Meu Samba (Ataulfo Alves)

Leva meu samba
Meu mensageiro
Este recado
para meu amor primeiro

Vai dizer que ela é
A razão dos meus « ais »
Não, não posso mais!

Eu que pensava
Que podia lhe esquecer
Mas qual o que
Aumentou meu sofrer
Falou mais alto
No meu peito uma saudade
Mas para o caso não há força de vontade
Aquele samba
Foi pra ver se comovia
O seu coração
Onde dizia:
Vim buscar o meu perdão!

Mas Quem Disse Que te Esqueço    (Herminio Bello de Carvalho)

Tristeza rolou nos meus olhos do jeito que eu não queria
E manchou meu coração, que tamanha covardia
Afivelaram meu peito pra eu deixar de te amar
Acinzentaram minh’alma, mas não cegaram o olhar
Saudade amor, que saudade
Que me vira pelo avesso, e revira meu avesso
Puseram uma faca no meu peito
Mas quem disse que eu te esqueço
Mas quem disse que eu mereço
Láiá… Lá laiá… Lalaiá… Lá laiá … Lá laiá… Lá laiá
Lá… Lá laiá… Lá laiá… Lá laiá

Não Quero Mais Amar a Ninguém (Cartola, Carlos Cachaça, Zé da Zilda)

Não quero mais amar a ninguém
Não fui feliz, o destino nao quis
O meu primeiro amor
Morreu como a flor ainda em botão
Deixando espinhos que dilaceram meu coração
Semente de amor sei que sou desde nascença
Mas sem ter brilho e fulgor, eis a minha sentença
Tentei pela primeira vez, um sonho vibrar
Foi beijo que nasceu e morreu sem se chegar a dar
Não quero mais amar a ninguém
Não fui feliz, o destino não quis
O meu primeiro amor
Morreu como a flor ainda em botão
Deixando espinhos que dilaceram meu coração
As vezes dou gargalhada ao lembrar do passado
Nunca pensei em amor, nunca amei nem fui amado
Se julgas que estou mentindo, jurar sou capaz
Foi simples sonho que passou e nada mais

O Samba da Minha Terra (Dorival Caymmi)

O samba da minha terra deixa a gente mole
quando se canta todo mundo bole, quando se canta todo mundo bole

Eu nasci com o samba e no samba me criei
do danado do samba nunca me separei

O samba da minha terra deixa a gente mole
quando se canta todo mundo bole, quando se canta todo mundo bole

Quem não gosta do samba bom sujeito não é
Ou é ruim da cabeça ou doente do pé

O samba da minha terra deixa a gente mole
quando se canta todo mundo bole, quando se canta todo mundo bole

Eu nasci com o samba no samba me criei
e do danado do samba nunca me separei

O samba da minha terra deixa a gente mole
quando se canta todo mundo bole, quando se canta todo mundo bole

Palpite Infeliz (Noel Rosa)

Quem é você que não sabe o que diz?
Meu Deus do Céu, que palpite infeliz!
Salve Estácio, Salgueiro, Mangueira,
Oswaldo Cruz e Matriz
Que sempre souberam muito bem
Que a Vila não quer abafar ninguém,
Só quer mostrar que faz samba também

Fazer poema lá na Vila é um brinquedo
Ao som do samba dança até o arvoredo
Eu já chamei você pra ver
Você não viu porque não quis
Quem é você que não sabe o que diz?

A Vila é uma cidade independente
Que tira samba mas não quer tirar patente
Pra que ligar a quem não sabe
Aonde tem o seu nariz?
Quem é você que não sabe o que diz?

A Primeira Vez (João Gilberto)

A primeira vez que eu te encontrei, alimentei a ilusão de ser feliz

Eu era triste, sorri, peguei no pinho e cantei

Tantos versos eu fiz, em meu peito guardei

Um dia você partiu, meu pinho emudeceu e a minha voz na garganta morreu

Procuro esquecer a dor, nao sou capaz, meu violão não toca mais

Eu vivo triste a meditar, não canto mais, meu consolo é chorar

Trem das Onze (Adoniram Barbosa)

 

Não posso ficar
Nem mais um minuto com você
Sinto muito, amor
Mas não pode ser
Moro em Jaçanã
Se eu perder esse trem
Que sai agora às onze horas
Só amanhã de manhã

Não posso ficar
Nem mais um minuto com você
Sinto muito, amor
Mas não pode ser
Moro em Jaçanã
Se eu perder esse trem
Que sai agora às onze horas
Só amanhã de manhã

E além disso, mulher
Tem outra coisa
Minha mãe não dorme
Enquanto eu não chegar

Sou filho único
Tenho minha casa pra olhar

Puis les téléspectateurs ont fait leur choix et voici le résultat final :

1 O Bêbado e o Equilibrista

2 Eu sou o Samba : A voz do Morro

3 Trem das Onze

Pourquoi pas ! Quant à moi je reste sur ma faim. Parmi les sambas du passé j’aime plus particulièrement le samba du bahianais Nelson Rufino, Verdade, Descobri que te amo demais ! 

Mais chacun ses choix ! Je respecte ! Et je regarde ce qui se passe sur Exposamba qui lui chaque année sélectionne plus de 800 compositions de samba inédites originaires de plus de 10 états brésiliens pour couronner au final 5 interprètes et 5 compositions. C’est là que se joue l’avenir du samba.

En 2016 les 5 sambas finalistes ont été

A magia do Samba (Vagner Maciel),

Matiz (Marcos Rogério Teixeira),

Nosso Lugar (Rodrigo Paulo),

Se não fosse eu (Marcinho Moreira),

Sou é lenha e quem quiser que venha (Arizinho Sete Cordas + Paulinho Ribeiro)

Pra quem tá chegando agora o recado vai ser dado

Custa nada saber, não mexe no que é meu

Pra mim já passou da hora, tô sem tempo de aturar blá, blá, blá

Te ensinar, quem me ensinou já morreu

Quem não me ajuda cai fora, não se mete nem cola

Que é pra não se machucar

Quando perceber que pra você não dá pé

Melhor sair enquanto der pra não morrer no mar

E nem se enfeite de querer pagar pra ver

É um carretel gigante pra desenrolar

É muita bala e boa mira tem que ter

Alvo distante é bem difícil de acertar

Há tempos nessa estrada eu posso lhe dizer

Não tem comercial que vai me convencer

Pois a Baixada bem tratou de me ensinar

Aqui não tem colher de chá, nem queira se aventurar

Porque já vi tanto da vida passar

Pode até não parecer mas tenho muito pra dizer

Porque já vi tanto da vida passar

Aqui no meu lugar

Eu posso lhe dizer que eu sou mais eu

Eu sou é lenha, e quem quiser que venha

et les interprètes Corina Magalhães, Didi Gomes (Sou é Lenha e quem quiser que venha), Marquinhos Dikuã, Rodrigo Paulo, Vagner Maciel

En 2017 ce fut le tour de

Seja o que Deus quiser (Gean Ramos),

Nodoa (Rodrigo Paulo + André Ramos),

Eu nunca digo não (Rogério Teixeira),

Sincopado Metalinguistico (Pedro Rossi + Rodolfo Gomes)

Dom de me perder (André da Mata),

 

et les interprètes couronnés Mariel (Dom me me perder), Marcelo Café (Samba Cura), Gean Ramos (Seja o que Deus quiser), Rodrigo Paulo (Nodoa), Rodolfo Gomes (Sincopado Metalinguistico)

Ce que j’aime dans le samba c’est sa préoccupation du quotidien, des douleurs et des joies, les désillusions, la saudade qui s’identifient  au Brésil mais pas seulement.

Quant à moi pour terminer la première samba dont je me souviens c’était Brigitte Bardot en 1960, une marchinha, interprétée par Jorge Veiga sur des paroles et musiques de Miguel Gustavo, reprise ensuite par Dario Moreno et beaucoup d’autres qui disait :

Brigitte Bardot, Bardot
Brigitte beijou, beijou
Lá dentro do cinema
Todo mundo se afobou

Brigitte Bardot, Bardot
Brigitte beijou, beijou
Lá dentro do cinema
Todo mundo se afobou

BB, BB, BB
Por que é que todo mundo
Olha tanto pra você ?
Será pelo pé ? -não é
Será o nariz ? -não é
Será o tornozelo ? -não é
Será o cotovelo ? -não é
Você que é boa e que é mulher
Me diga então porque que é….

BB, BB, BB
Por que é que todo mundo
Olha tanto pra você ?
Será pelo pé ? -não é
Será o nariz ? -não é
Será o tornozelo ? -não é
Será o cotovelo ? -não é

Você que é boa e que é mulher
Me diga então porque que é….

Gédé Zarényen woye woye

Bien avant que je ne connaisse Calypso Rose je connaissais Lord Kichener, Mighty Sparrow, Wilmoth Houdini et The Roaring Lion !  Il y a une chanson qui pour moi était 100 pour cent gwada puisqu’elle était chantée en créole alors que pour moi la calypso authentique était chantée en anglais . Le titre m’a toujours intrigué. Je chantais oh Dézaïna au lieu de Gadé Zahina -comme le chantait Mighty Sparrow, lors de sa version calypso sortie en 1970. La même année on eut droit aussi à Lévé Mako ! Mais en fait dès 1969 Mighty Sparrow avait mis des paroles en patois dans la chanson Sa sa yé

La chanson, une méringue (pas un mérengué qui lui est de République Dominicaine) issue du folklore vaudou haïtien, Gédé Zarényen a été popularisée par l’haïtienne Lumane Casimir (née en 1914 -décédée vers 1953, auteure de titres comme Papa gédé bel gason, Panama m tonbé, Kawolin Akao) et raconte en patois l’histoire du complot ourdi par une jeune fille Zahina qui prétend (à tort ou à raison) avoir été engrossée des oeuvres d’un quidam; la fille, la mère et l’oncle le pressent au mariage sinon ce sera la mort à coups de bâton, l’homme prend ses jambes à son cou et s’enfuit mais Dieu qui sait tout heureusement châtie la femme qui meurt en tombant ! Belle histoire, beau calypso ! Mais que dit le texte original : il évoque plutôt un gédé, le gédé zarényen, le gédé araignée, un esprit ! De Zarényen à Zainah, en passant par Manzé Zaina , Zaiña on se débarrasse de la mystique vaudoue et on entre dans le dessin magique vévé, l’important étant  que chacun y retrouve ses petits et surtout ses esprits.

Gede Zarenyen
Woy woy
Gede Zarenyen

Gede Zarenyen
Woy woy
Gede Zarenyen
Woy woy
Gede Zarenyen

Gede Zarenyen
Yap fé konplo
Pou yo touye mwen
Woy woy
Gede Zarenyen

Il faut quand même pour être juste dire que ce n’est pas Mighty Sparrow qui a créé Zainah, qu’il appelait Zinah par ailleurs. et même si cela peut paraître étrange maintenant il faut se souvenir que jusque dans les années trente 80% de la population de Trinidad Tobago parlait patois. Avant sa version, son arrangement de 1970 il y avait eu dès 1952, année de ma naissance, pour bercer mes oreilles les versions de Celia Cruz, Martha Jean-Claude y la Sonora Matancera, mais aussi de Pedro Lanza en Colombie, d’Oscar d’ Leon, le Vénézuélien, Los Karachi (Cuba), Daniel Santos le porto-ricain, pour enregistrer Gédé Zarényen sous le titre de Guede Zaiña ou Manzè Zahina. Dommage que je ne retrouve pas de versions guadeloupéennes de ce titre fabuileux. Affaire à suivre donc ! Qui cherche trouve ! Je cherche, un jour je retrouverai.

Gadé Zahina, woy, woy Gadé Zahina

Zahina, woy,yoy, yoy Gadé Zahina, woy, woy Gadé Zahina Wo yo yoy yoy yay Gadé Zahina, woy, woy Gadé Zahina Gadé, Gadé, Gadé, Gadé, Gadé

On tifì vlé pou mayé mwen

I ka fè yon ich, di mwen se papa

Jenn tifi sa ki fè ou fou?

Mwen pa konné ayen kon sa

Gadé Zahina, woy, woy Gadé Zahina, Gadé Zahina, woy, woy Gadé Zahina, woy, woy

Gadé Zahina fè yon konplo

Pou tjwé mwen, woy, woy

Sése-li épi mama-li épi nonk-li di mwen pa alé

Fouté mwen yon mòso bwa

I ka tjwé mwen si mwen pa mayé

Gadé Zahina, woy, woy Gadé Zahina, woy, woy Gadé Zahina, woy, woy Gadé Zahina, woy, woy

Gadé Zahina fè yon konplo Pou tjwé mwen, woy, woy woy, woy woy

Kasé tèt mwen, é kasé pyé-mwen

E mon vlé kouwi, twòp chyen déwò

Bondjé fè i tombé asou bouden-an

Sé li ki mò

Gadé Zahina, woy, woy Gadé Zahina, woy, woy Gadé Zahina, woy, woy Gadé Zahina, woy, woy

Gadé Zahina fè yon konplo

Pou tjwé mwen, woy, woy

Gadé Zahina fè yon konplo

Pou tjwé mwen, woy, woy

Mets-toi en position Matta Swagg vay vay vay

Dans le genre dancehall afro beat coupé décalé ndombolo (à vous de vous débrouiller avec le concept musical, pour moi qui suis atteint irrémédiablement de la maladie orpheline  du bouger bouger,  pour laquelle aucun vaccin n’a encore été découvert, pour moi qui confonds allègrement tout avec son contraire, déhanchons-nous, déhanchons-nous il en restera toujours quelque chose, non) il y a deux titres qui font fureur à l’heure actuelle où je vous parle actuellement parmi les jeunes ados de Mayotte. Tout d’abord Mets-toi en position vay de DJ Leska featuring KLGS et VGG qui donne lieu à des scènes d’hystérie et  de danse sexuelle explicite  ( « y aura pas de sentiments que des centimètres ») et ensuite Matta Swagg de l’ivoirien Serge Beynaud (« les gens les bébés sont calés ce soir on est frais on est validés Zanotti Zanotti Gucci Versace les sapes de qualité matin midi soir « )

 https://youtu.be/Oq1n8fUxQZc

les gens les bébés sont calés ce soir on est frais on est validés zanotti zanotti gucci Versace les sapes de qualité matin midi soir ont bara on a trop d’avance tu n’as pas idée

laissez-les laissez-les parler on n’a pas le temps de les écouter

laissez-les laissez-les parler laissez-les laissez-les parler laissez-les laissez-les parler on n’a pas le temps de les écouter

laissez-les laissez-les parler laissez-les laissez-les parler laissez-les laissez-les parler on n’a pas le temps de les écouter dose and dose over dose sur le côté doucement doucement doser matta swagga en matta matta rogodogo matta

jolie bébé jolie femme viens on va danser hey jolie bébé jolie femme viens dans ma zone ah ce que tu veux yai te donner ce que tu veux yai te donner amadozene dozen dozendose amadozene dozen over dose amadozene dose

oyaya appeler position heeee on va décaler libérer eh on va s’amuser tout le monde prenez position on va décaler ehh libérer eh on  va s’amuser aller décalément décalément décalément s’envolement s’envolement s’envolement s’envolement s’envolement s’envolement petit vélo petit vélo petit vélo petit vélo patiner patiner patiner patiner kamata basketter basketter basketter basketter sur le coté sur le côté sur le côté sur le côté

oyaya maman position ehh on va s’amuser ehhh libérer eh on va s’amuser dose and dose over dose eh sur le côté doucement doucement

Qu’on soit puissant moineau ou anaconda on aime le bwa bandé

 

What the name of the drink again ?

Bois Bandé

Ask any man in Port of Spain about

Bois Bandé

Doh mind how the woman strong

Doh mind how she fat and round

You gonna have her tumbling down with

Bois Bandé

Mighty Sparrow (1935), le Calypso king of the world, chantait à merveille le bwa bandé  en mode calypso dans sa chanson Bois Bandé (1965). L’histoire ne dit pas combien de cuillères par jour de bois bandé notre Puissant Moineau, qui en réalité se nommait Francisco Slinger, consommait. Nul ne sait comment il préparait son punch de bwa bandé (avec ou sans gingembre, avec ou sans clous e girofle ou vanille, macéré dans le rhum blanc ou le rhum vieux) et si cela faisait un quelconque effet sur lui et ses partenaires mais on le croira sur parole tant Mighty Sparrow était un symbole de puissante et de vitalité ! Donc notre homme devait posséder son stock d’écorces de bois bandé ou bois d’homme, autrement dit marbri plus connu scientifiquement sous le vocable précieux de Richeria grandis. Né sur l’ile de Grenade, mais citoyen de Trinidad, Mighty comme tout bon caribéen qui se respecte avait adopté ce qu’on qualifie désormais de complément alimentaire naturel pour homme

Gillo quant à lui chantait le bois bandé sur un rythme de soca à la mode de Sainte-Lucie ! When i come to savannah… / Meh body on fyaahhh../ Just give me some water / Just give me  bois bandé /boy what’s the matter /I have to take over/ Get back to Barbados /Just give me cassava

Quant à la Dominique elle n’est pas en reste avec le cadencelypso puisque le groupe dominiquais Exile One chante Ba yo  bois (voir extrait 19 à environ 36 minutes 45)

Francky Vincent  déroule en Guadeloupe son bois bandé en mode  zouk :

et même Marie-Reine de Jaham publie en 1999 Bois Bandé

Et à Mayotte pour améliorer leur résistance sexuelle les hommes qui en ont besoin prennent traditionnellement du manguid ! Une écorce elle aussi. Votre coq refuse de chanter kokyoko ! Et hop quelques bonnes gorgées de manguid  et le coq devient anaconda et aboie ! D’autres, les plus anciens, broutent nonchalamment des feuilles de katy (le khat, Catha édulis, originaire de Madagascar) pour se redonner un peu de vigueur ! Et ne voilà-t-il pas qu’aujourd’hui sur le comptoir de ma pharmacie à M’Tsapéré je vois trôner une vingtaine de boites de Bois Bandé selon la formule du Laboratoire des Trois Chênes ! Comment ? Le bois bandé se serait institutionnalisé à ce point ? Je demande à la pharmacienne si cela se vend bien ! elle confirme en souriant ! Je regarde le prix rapidement : 18, 90 € pour 200 ml d’aphrodisiaque ! Pour une galipette ou deux, pour se donner du baume au vit, Bois bandé Puissance et vitalité sexuelle, tonus garanti . Augmente le désir, l’endurance , la résistance physique dans les ébats amoureux ! woye ! Mi déba woye woye woye mi déba ! Mon bois bandé chéri, originaire de Gwadada, médicament traditionnel qui ressemble à des batons de cannelle ! euh non ce n’est pas pour moi, ce viagra là, ce redresseur de quèquettes ! Bien qu’il soit naturel 100 pour cent naturel, c’est un vasodilatateur, ce potency wood ! ! contre-indiqué en cas d’anomalie hépatique, d’insuffisance rénale ou d’hypertension !

Ce bois bandé est l’équivalent du « mandingo roots tonic wine » à la Jamaïque, fait à partir d’extraits d’astragale, racine de maca (ginseng péruvien), ginseng et salsepareille. Le mandingo est censé incorporer en vous l’esprit des guerriers mandingues ont il tire le nom : consommez, buvez, bandez ! Vous deviendrez fort, viril et courageux ! Mais êtes vous assez homme pour cela ? Are you man enough ? comme dit la pub.

et la catuaba ou verga-tesa (Anemopaegma arvense) au Brésil

En cas de dysfonctionnement des fonctions érectiles, l’homme – surtout entre quarante ans et soixante dix ans – a toujours fait appel à des expédients car bander mou est une calamité pour l’homme qui se respecte ! Tout sauf réjouissant,  cette baisse de testostérone, cette perte de libido. L’homme qui se veut homme doit bander, sinon il se trouve comme un végétal inerte et il imagine qu’absence de bandaison préfigure  la mort. L’homme aime sentir ce feu sacré qui le brûle ! attention toutefois à ne pas trop se brûler. Avec viagra naturel ou pas il faut que le petit caporal soit au garde-à-vous quand l’appel est lancé ! Quand il ne répond pas à l’appel alors c’est la débandade et on n’a plus alors que les yeux des vieux grognards pour pleurer leurs vaillantes galipettes d’antan  ! Selon la région ou l’on habite on aura recours pour compenser ses érections molles, sa baisse de libido,  au bois bandé ou à la maca (Lepidium meyenii), la yohimbine, le Panax ginseng, le gingembre blanc (Mondia whitei) et le ginkgo biloba. Allez ne gâchons pas notre plaisir ! Et écoutons Michel l’ingénieur informaticien nous chanter son vécu bwabandaire

une chanson bachique que ne me chantait pas ma maman

« Charmant Bacchus

Pour toi je renonce à l’Amour

Vois tout ce que j’ai fait  pour te faire ma cour :

J’ai quitté la tendre Nanette;

J’ai brûlé ce matin  les lettres  de Manon;

J’ai rendu le portrait de la jeune Lisette :

Il ne me reste plus qu’une bague à Fanchon,

Que je m’en vais troquer  pour un tire-bouchon »

Il était de bon ton à une certaine époque de chanter au Pater à la messe sur l’air de ce Charmant Bacchus. Ma mère,  fervente catholique gardienne de la foi et des bons usages, n’aurait sans doute pas plus préféré à ce tire-bouchon bachique cette version qui bouscula à son époque les conventions, ce Charmant Bacchus qui intègre le Prologue de Platée de Jean-Philippe Rameau(1683-1764) sur un livret d’ Adrien Joseph Le Valois d’Orville d’après la pièce de Jacques Autreau, Platée ou Junon jalouse.

Platée est une comédie-ballet, ballet bouffon, comédie lyrique, comédie folie en 3 actes et un prologue dont la première représentation a été donnée à Versailles au  Théâtre de la Grande Ecurie le 31 mars 1745  à l’occasion du mariage du Dauphin Louis, fils de Louis XV et de Marie Leszcynska, avec l’infante Marie-Thérèse d’Espagne. Cette comédie ballet fit en son temps voler sens dessus dessous les conventions en matière de danse , de chant lyrique et de déclamation. Ma mère s’appelant Marie-Thérèse aurait sans doute aimé que je prenne le rôle de Thespis et que de ma voix de haute-contre ténor je chante entre choeurs de Satyres, Ménades, Dryades et paysans vendangeurs l’ariette suivante appelée elle aussi Charmant Bacchus:

Je sens qu’un doux transport me saisit et m’inspire

Charmant Bacchus, dieu de la liberté,
Père de la sincérité,
Aux dépens des mortels tu nous permets de rire.

Mon cœur plein de la vérité,
Va se soulager à la dire :
Dussé-je être mal écouté.

Charmant Bacchus, dieu de la liberté,
Père de la sincérité,
Aux dépens des mortels tu nous permets de rire.

William Saetre (Platée)

 

Platée (jouée par un homme) est une nymphe vieille et laide mais nymphomane et mythomane entourée de grenouilles coassantes qui vit dans les marais au pied du mont Cithéron dans une Grèce mythologique peuplée de dieux qui font des allers retours entre l’Olympe et les mortels. Il y a Mercure, Junon, Jupiter, Momus, Amour (Cupidon), Bacchus (Dyonisos grec), Apollon qui rivalisent en ridicule avec Satyres, Dryades et Ménades dans un éloge carnavalesque et momesque à la Folie qui contamine dieux, bêtes, nymphes et mortels que n’aurait pas désavoué Erasme.

 

Moi j’aurais bien installé cette satire de Platée au pied de la Soufrière dans une mangrove grouillante non de batraciens mais  de crabes rouges et de crabes-violonistes avec les dieux vaudous comme entités ricanantes, nasillardes, dissonantes, irrévérencieuses et jubilatoires. Et les paysans vendangeurs seraient des planteurs et coupeurs de canne armés de coutelas et chapeaux de paille. Et le vin serait le doux rhum agricole, et les doux zéphyrs et les violents aquilons, les cyclones et les alizés ! Oui, il est bon d’universaliser mais que ce ne soit pas toujours la Grèce et Rome antiques qui servent de toile de fond et de mètre-étalon. Pluriversalisons, mes frères, pluriversalisons ! Parodions comme Rameau nos brisures! Il ne s’agit pas de faire rivaliser comme dans la guerre des bouffons la tragédie italienne et la tragédie française: il s’agit de faire vibrer la tragi-comédie antillaise qui n’est ni troyenne ni spartiate, purement et simplement, lumineusement et follement antillaise.

Hasta siempre, Comandante

 

Aprendimos a quererte

Desde  la histórica altura

Donde el sol de tu bravura

Le puso cerco a la muerte.

Aquí se queda la clara,

La entrañable transparencia,

De tu querida presencia

Comandante Che Guevara.

Tu mano gloriosa y fuerte

Sobre la historia dispara

Cuando todo Santa Clara

Se despierta para verte.

Vienes quemando la brisa

Con soles de primavera

Para plantar la bandera

Con la luz de tu sonrisa.

Tu amor revolucionario

Te conduce a nueva empresa

Donde esperan la firmeza

De tu brazo libertario.

Seguiremos adelante

Como junto a ti seguimos

Y con Fidel te decimos:

!Hasta siempre, Comandante!

Ces vers de Carlos Puebla écrits en 1965, deux ans avant la mort du Che, je les ai certes mille fois entendus mais sans jamais prendre le temps de les lire à tête reposée. Aujourd’hui c’est chose faite.

Je n’ai jamais été moi même un révolutionnaire et si j’avais un jour vraiment adhéré quelque chose cela aurait été à quelque chose d’anarchiste, rimant sur le mode ni dieu ni maître. Mais j’admire qui va au bout de ses idées quelles que soient ces idées. J’aime la cohérence quand bien même cette cohérence suive parfois des lignes courbes et peut faire l’objet de ruptures, de renoncements, de changements brusques de direction. Je n’ai jamais été du type à mourir pour mes idées. J’ai mes idées, elles sont ce qu’elles sont et peu m’importe leur validation par autrui.

 

A mon enterrement en Macroniaisie

« I planned my own burial », dit à qui veut la suivre cette jeune fille avenante débordante de vitalité qui nous propose quelques solutions d’enterrement trendy, pas chères et iconoclastes ! Parmi celles-ci donner son corps pour qu’il intègre des expositions comme Body Worlds – Le cycle de la vie ou Our Body ou encore Bodies qui exhibent pour certaines depuis  environ 30 ans des cadavres dépecés à travers le monde à partir de la technologie allemande de la plastination imaginée par le Dr Gunther von Hagens. Eh oui il n’y a pas de petit profit en ces temps de crise d’Emmanuélite aigüe où l’en même temps est devenu l’idéal républicain de règle et de bon goût en Macroniaisie ! Loin d’être macabre la mort est devenue fascinante parfois, dérangeante parfois, polémique toujours mais surtout et avant tout fashion, les  lampes torches des portables ayant remplacé les flammes des bougies  et la mort roulant en Harley Davidson rutilante et chromée plutôt qu’en corbillard hippomobile démodé. On pose en grandes pompes des crayons noirs à la place des chrysanthèmes sur les catafalques bleu blanc rouge comme pour rehausser les pleins et les déliés du bling bling des oraisons.

La mort qu’elle soit le fruit de guerres, de fanatiques religieux, d’accidents ou naturelle est toujours exclusivité, prime time médiatique. Voir l’autre mort c’est se croquer symboliquement l’orteil et constater ainsi au prix d’une (légère) blessure narcissique qu’on est bien vivant, alive and kicking. On se sait mortel, car la mort est la chose la mieux partagée du monde,  mais la mort de l’autre, surtout si cet alter a été un grand de ce monde, fascine le Macroniais lambda, le conforte dans sa théorie du milieu, de l’équilibre et de l’harmonie. La mort consensuelle apparaît ainsi sur les écrans des chaines news sur un mode subliminal. Toute mort devient soleil !

Il est mort, il est mort le soleil,

Quand tu m’as quittée il est mort l’été

 

chantait déja en 1967 Nicoletta. A cette époque-là encore l’amour et le soleil c’était pareil. repris par Ray Charles, non voyant, qui disait:

The sun died, the sun died with my love,

When you left me blue, the summer died too

Chacun a sa propre vision de son dernier voyage, de son  enterrement inéluctable. Léo Ferré, dans  la ligne de François Villon en fait une chanson : A mon enterrement, écrite en 1971 soit 22 ans avant sa mort.

A mon enterrement j’aurai des cheveux bleus
Des dingues et des Pop aux sabots de guitare
Des cheveux pleins de fleurs des champs dedans leurs yeux
Hennissant des chansons de nuit quand y en a marre
J’aurai des mômes de passe, ceux que j’ai pas finis
Des filles de douze ans qui gonflent sous l’outrage
Des Chinoises des Russes des Nordiques remplies
Des rues décapitées par des girls de passage

A mon enterrement

Et je ferai l’amour avec le croque-mort
Avec sa tête d’ange et ses dix-huit automnes
Douze pour la vertu et six mourant au port
Quand son navire mouillera comme un aumône
A mon enterrement j’aurai un coeur de fer
Et me suivrai tout seul sur le dernier bitume
Lâchant mon ombre enfin pour me mettre en enfer
Dans le dernier taxi tapinant dans la brume

A mon enterrement

Comme un pendu tout sec perforé de corbeaux
A mon enterrement je gueulerai quand même
J’aurai l’ordinateur facile avec les mots
Des cartes perforées me perforant le thème
Je mettrai en chanson la tristesse du vent
Quand il vient s’affaler sur la gueule des pierres
La nausée de la mer quand revient le jusant
Et qu’il faut de nouveau descendre et puis se taire

A mon enterrement

A mon enterrement je ne veux que des morts
Des rossignols sans voix des chagrins littéraires
Des peintres sans couleurs des acteurs sans décor
Des silences sans bruits des soleils sans lumière
Je veux du noir partout à me crever les yeux
Et n’avoir jamais plus qu’une idée de voyance
Sous l’oeil indifférent du regard le plus creux
Dans la dernière métaphore de l’offense

A mon enterrement

Quant à Sanseverino voici sa version :

Les yeux humides et rougis
Fatigués et transits
La gorge nouée par le chagrin
Vous avancez en cortège
Un silencieux cortège
Mais un verre à la main
Parmi les compères
Il fallait désigner
Quelques volontaires
Quatre costauds pour me porter
À mon enterrement
Pour le transport de mon lit de mort
À mon enterrement
Vos glandes lacrymales
Ne vont pas y couper
C’est nerveux c’est normal
Vous boirez du vin
À ma santé
Quand ce sera terminé
J’ai évité la morgue
Et j’en ai fini
En crevant dans mon lit
Piétinez doucement en allant
À mon enterrement
Pas à pas…
Comme à la Nouvelle Orléans
À mon enterrement

Dommage qu’il soit trop tard
Si j’avais eu quelques dollars
Je me serais sûrement payé une fanfare

Rendez-vous là-bas pour la crémation
L’ultime cuisson
Ça brûle
Hey
Venez faire du bruit
Venez tourner d’l’oeil
Venez taper l’deuil
Sur le bois de mon cercueil

Hey…
Des hystériques et des sorciers vaudous
À mon dernier barbecue
Ça va chauffer sauvagement
À mon enterrement
Venez passer du bon temps
À mon enterrement
Quelle réussite cette réception
Y’avait d’la tristesse et d’l’espoir
Ne me laissez pas tout seul dans l’noir

À mon enterrement
À mon enterrement
À mon enterrement

Il y a la version de Bwatazik

Il y a la version de Rémi Boibessot

Moi à mon tour je l’ai déjà dit et je le redis haut et fort à mon enterrement, ne m’enterrez surtout pas, ne m’emmurez pas, je vous en conjure ! Quand bien même la Cour de Cassation, garante des bonnes moeurs, décide que cela est indécent,  laissez plutôt  les quatre vents me déraciner de l’estran, laissez-les m’ensevelir plutôt dans le flux et reflux  du large, permettez qu’ils me jettent aux crêtes des vagues et me fracassent sur le limon des rochers et si disséqué je dois être que ce soit par les poissons abyssaux ou les méduses, et si embaumé je dois être que ce soit par l’iode et le sel, et si vêtu je dois être que ce soit d’algues et de corail !

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Les arts du lit d’Antoine, le malgache-corse-polynésien

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Johnny Hallyday vient de mourir au sein de son clan, ce qui m’a rappelé le bon souvenir d’Antoine son cadet d’un an dont le clan est la solitude. Antoine, l’auteur des Elucubrations et de Touchez pas à la mer, ce globe-trotter infatigable. Voilà un homme que, bien plus que Johnny Hallyday, j’admire depuis que je suis ado.

Pourtant je n’ai jamais eu les cheveux longs, je n’ai pas fait Centrale, je ne suis pas d’origine corse,  je ne sais pas nager, je ne suis pas un navigateur au long cours, je n’ai pas de bateau. Voilà un homme que j’envie. Un bon vivant ! Un tranquille, un cool ! J’envie surtout  sa vie d’homme libre, sa façon de gérer sa vie, sa famille, ses trois enfants, sa relation avec sa femme Francette, son bateau Banana Split. En homme libre, détaché des conventions. Il a visité plus de 120 pays, je ne suis qu’un atoll à côté de lui et nous n’avons que 7 ans de différence car je dois être stationné dans les 25 pays (Brésil, Mayotte, Guadeloupe, Porto Rico, Etats-Unis, Hollande, Italie, Espagne, Andorre, Allemagne, Pologne, Estonie, Suède, Finlande, Argentine, Paraguay, Guyane française, Suisse, Irlande, Grande-Bretagne, Norvège, Belgique, Danemark, Portugal, France). Peut-être bientôt à Madagascar je le retrouverai en quelque sorte puisque c’est à Tamatave qu’il est né en 1944 mais jamais je ne l’égalerai.

Antoine est un homme aux moeurs livres. cette liberté s’explique peut-être du fait qu’il a vécu aux colonies tout petit. Il est assez iconoclaste dans sa façon de vivre et je trouve qu’il fait tout haut ce que moi j’aimerais faire. J’ai l’impression, je me trompe peut-être, mais en tout cas c’est l’image qu’il véhicule, qu’il s’est débarrassé de nombreux carcans et vit sa vie à sa guise en dehors des conventions. « Je dis ce que je pense, je vis ce que je veux »

Sa chanson Les arts du lit est en ce sens symptomatique de son parti-pris  pour la prostitution. Si la gourmandise fait partie des péchés capitaux et est constituée comme les arts de la table, pratiquer le plus vieux métier du monde, péché capital s’il en est, doit lui aussi être reconnu comme un art, et c’est ainsi qu’il évoque les arts du lit.

Moi, hédoniste, anar, jouisseur, admirateur de Jacques Brel, Paul Gauguin et Alain Bombard pour ce qui est de la France je n’ai jamais trop aimé pratiquer les plaisirs tarifés. Non pas par puritanisme aigu, plutôt par radinerie et par peur d’attraper une sale maladie.

Les travailleurs et travailleuses du sexe sont selon moi des gens qui soulagent comme les médecins, les psychologies, les psychanalystes, les assistantes sociales. L’état et la religion n’ont rien à faire avec les histoires du corps, le désir, l’envie ne sont pas réductibles à des lois et à des amendements. C’est mon postulat de base : vive le vice, vivent les péchés capitaux, vive l’acédie (la paresse spirituelle), vive l’orgueil, vive la gourmandise, vive la luxure, vive l’avarice, vive la colère, vive l’envie. Que saint Thomas d’Aquin me pardonne je ne suis pas moine mais tout-monde.