Vous avez vu Bim?

Vous avez vu Bim? J’en doute. Vous avez dû voir The Harder they come (1972) de Perry Henzell tourné en Jamaïque, voire Dream on Monkey Mountain d’après le livre de Derek Walcott, tourné par Hugh Robertson. Peut être même avez-vous vu The right and the Wrong de Harbance Kumar mais pas plus qu’Obeah vous n’avez vu cette oeuvre classique du cinéma caribéen de langue anglaise que représente Bim. Bim et Obeah ont été tous deux tournés à Trinidad. Bim raconte l’histoire d’un Trinidadian d’origine hindoue et son ascension mouvementee dans la société trinidadienne en proie à des tensions raciales. Bim est joué par Beem Singh et par Ralph R. Maharaj. Parmi les autres acteurs on relève les noms de Wilbert Holder, Hamilton Parris, Joseph Gilbert, Laurence Goldstraw et Neville Labastide. Bim a été tourné par le metteur en scène américain Hugh Robertson qui a aussi participé à l’aventure Shaft. Il faut se rappeler qu’en 1974 Trinidad est un État qui ne s’est livré de la colonisation britannique que depuis 12 ans. Les affrontements ethniques pour la prise du pouvoir sont énormes entre Trinidadiens descendants hindous et trinidadiens descendants d’esclaves. La bande originale est de André Tanker sur un script de Raoul Pantin.

On est en plein dans le trinidad colonial d’avant 1962. Moi j’ai apprécié dans ce film le portrait de la culture hindoue à Trinidad qui ne devait pas être bien différente des descendants dravidiens de la Guadeloupe.

Bim Bim sink or swim

Jumbie call

MR Goldteeth

Une mer et trente-cinq blasons

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Sauriez-vous reconnaître (sans tricher) les 35 blasons qui symbolisent les différentes îles des Caraïbes ? C’est facile pour certaines îles car le nom est inscrit sur le blason. Beaucoup plus difficile pour d’autres.

Sauriez-vous ensuite reconnaître parmi les dix blasons suivants lequel n’est pas africain ?

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Pimenta na saúva dos outros é refresco

Tenho mais de 30 anos de convivência com o Brasil. Cheguei no paraíso baiano vindo da França após uma temporada na Argentina pela primeira vez em 1986. Naquele ano a escola de samba de São Clemente concorrendo no grupo 1B do carnaval carioca fez um samba enredo irreverente e crítico chamado Pouca Saúde e Muita Saúva, os Males do Brasil são. Segue as letras :

Desperta Brasil
Desse coma entre vorazes tubarões
Vindo por terra ou por mares
Poluindo nosso ares, explorando nosso chão
Impondo ordens em receitas estrangeiras
No acoito das saúvas brasileiras
De Norte a Sul « Brasil-Invest » por aí
E outros males como FMI
Mate a saúva antes dela te matar
O peso é muito para um morto carregar
Pouca saúde, pouca grana pra gastar
Oh! Seu ministro onde a coisa vai parar?
Oh! Que tristeza, a realidade brasileira
A malária que era só do Norte
No Sudeste chegou forte, correu a nação inteira
O arlequim ficou biruta e ri à toa
Da Colombina tão bonita e tão sacana
Dona de um banco de sangue tão bacana
Que deixou o Pierrot descascando uma banana

Fila pra lá, fila pra cá
Pra marcar a hora certa do defunto desfilar

Mas que saudade
Dos tempos idos que não voltam mais
Vovó quando doente era curada
Com elixir, biotônico e outros chás
Jeca Tatu tão doente e explorado
Espera a salvação chegar
Mais a diligência da saúde
Vem puxada por saúvas
Que a nova república deu fim… no Delfim

Ai de mim
É AIDS sim!
Paetês e silicones desfilando por aí
E os meus direitos humanos
A São Clemente cobre na Sapucaí

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Botafogo já era fogo desde 1952, o ano que para ele tudo começou como começou para mim.. O GRES São Clemente concorria no grupo 1B, na série B do carnaval carioca e terminou segundo colocado em 1986. Já em 2018 está firme no grupo especial onde terminou na décima e primeira colocação. O São Clemente melhorou com certeza ! Por outro lado o Brasil piorou em vez de melhorar ! Mas Honni soit qui mal y pense ou Onisuaquimalipanse como foi o tema do enredo deles de 2017. Brasil continua a fogo baixo no quesito ordem e progresso! Toda espada de são Jorge é pouca para afastar o mal do Brasil. O quadro já é caótico ! Brasil tá pegando fogo. Na terra abençoada por Deus. Brasil tá pegando fogo. E não há bombeiro perto pra apagar esse fogo hereditário antes das fogueiras do São João. A razão disso é que esse fogo é divino. Brasil é movido a fé e feitiço. E quando nem a fé nem o feitiço resolve apela ao político. O político brasileiro é o representante eleito por Deus e o povo para dar rumo a essa nave desnorteada. Haja desespero. Ainda bem que Deus é brasileiro! Imagine se não fosse ! Deus vai ajudar o Brasil com fé em Deus. Deus é presidente, Deus é senador, Deus é deputado federal, Deus é governador, Deus é vice presidente, Deus é prefeito, Deus é deputado estadual, Deus é vereador. Deus é juiz e Deus é advogado e claro Deus é réu. Deus é brasileiro, meu filho. Na terra do diabo e do sol Deus é Jeca Tatu, bode velho . Ele sabe o que faz. Tá pegando fogo. Pois bem. É momento de fé e momento de esperança. Deus vai tocar samba em qualquer momento agora. Deus é gasolina, Deus é caminheiro. Brasil como um todo teme em Deus. Brasil teimoso persiste e assina. Deus vai salvar o Brasil. Deus tem outros nomes . Já foi Django Goulart. Já foi Tancredo Neves. Já foi Ulisses Guimarães. Já foi Sarney ! Já foi Collor. Já foi Lula. Já foi Felipe Henrique. Já foi Dilma. Agora Deus tem por nome Temer. E esse aí como todos os prévios sabatinados em nome do Pai, do Filho e do Espírito do carnaval teme a Deus. Sabatinados foram tambem sanctificados os vices do Arlequim.

O sonho de um vice é sempre de se promover quem sabe calife no lugar do calife, deixar de ser apenas um grande vizir para sempre.

Para ser eleito e agradar a Deus e ao Diabo as ditas chapas foram constituídas. Fediam mas o povo tampava o nariz votando nelas apesar do cheiro forte de gamba feito de carpa podre e de coelho corrupto.

Bem que tinham alguns profetas que depois de jogar os búzios anteciparam o desastre. Só olhando nesse processo o rei apenas e se esquecendo do vice-rei que só aguardava sua hora. Como artilheiro em frente do gol rezando chegar o momento para dar seu bote. O Deus brasileiro é fanático doente de futebol. Adora uma bola, adora brincar de bola. Adora jogo de bicho, loto, jogos de azar. O Deus brasileiro é rei da ginga. Dribla melhor que Pelé, Neymar, Ronaldo, Ronaldinho e Mané Garrincha reunidos em quadrilha. Essa bola é que nem uma rosa ungida. Ela vai absorver, dizem seus adoradores, todas as maldades que assolam a terra abençoada. Um novo Deus está nascendo das cinzas de malária do Brasil. Será, acredita-se, bem votado em todas as capitais. Piadamente o voto que cada brasileiro depositará na urna será como sempre um voto obrigatório. Cada cidadão brasileiro votará em sua alma e consciência para seu líder máximo. E ao mesmo tempo para seu vice líder. Quem não cumprir sua obrigação eleitoral vai ter que pagar uma multa. Vai ter que justificar seu voto. Ou melhor seu não voto. Isso se chama também dízimo. Deus é Pai, Deus é Pastor e por isso precisa de rebanho cativo e ovelhas precisam de orações. Precisam da mão de Deus estendida como mordidas leves de pastor alemão para recolocar a ovelha perdida no caminho certo. Ovelhas adoram suas hóstias. Seus cânticos. Seus jejuns. Seus Macunaimas ! Seus Policarpos Quaresmas ! Brasil pra ser curado de todos seus males vai precisar de muitas orações mesmo. Creia em Deus. A bola ungida é o símbolo do amor e o símbolo do carinho. Essa bola tem uma missão quase bíblica . Ela vai tirar o Brasil da beira do colapso. O Brasil pode voltar a ser feliz. Tem que renascer que nem o Fênix das suas cinzas e se reestruturar. Antes da Copa do Mundo da Rússia. Dá pra se reerguer em duas semanas? Só se for no Brasil. Na Argentina havia as viúvas de Maio. No Brasil se Deus não tomar jeito de homem haverá viúvas e viúvos de maiô para ser juízes desse jogo. Tomara que o apito final seja feliz. Empate não serve. Derrota nem pensar. Só serve a vitória ! Clara e nítida ! Tipo 6 a 1 ! Fora disso o time volta pra casa de mão abanando e aí Deus livre o Brasil que todo mundo sabe é muita saúva. E como bem falou Auguste de Saint-Hilaire (1779-1853) há uma eternidade atrás bem antes do Mário de Andrade:

“Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil”

Le méprisant Zeuspiter

J’adore la critique politique. Les commentateurs politiques savent mieux que quiconque à partir d’un mot anodin qui passerait presque inaperçu déclencher un tollé médiatique. C’est de bonne guerre. Ils maîtrisent l’art de la formule et avec les politiques il vaut mieux. Moi j’aime quand un journaliste fait sortir un homme politique de ses gonds, de sa posture policée. Certes il y en a de moins en moins de ces journalistes frondeurs. Beaucoup pratiquent l’art de manger leur soupe à tous les condiments possibles et imaginables. Le Méprisant ça c’est une bonne trouvaille. J’aimerais bien qu’un journaliste lui demande l’air de bafouiller Mr le Méprisant au lieu de Mr le Président pour voir de quoi aurait l’air le Méprisant. Comment réagirait il? Bon de là à le déguiser en nazi il y a un pas de trop que je ne saurai franchir mais tout est de bonne guerre. Tout n’est que de la com. Méprisez, méprisons gaiement, il en restera toujours quelque chose. Soyons condescendant, soyons Jupitérien et du haut de l’Olympe condescendons, condescendons, que diable ! Jupiter en latin, Zeus en grec et Zupiter le Méprisant en français ! Que dirait Micromégas, le géant aux mille langues et aux 32 kilomètres de haut, exilé de sa planète Sirius s’il prenait pied sur la planète Jupiter. Que lui ferait dire Voltaire ? Nous ne sommes plus en 1752 mais les contes philosophiques sont toujours d’actualité ! Du haut de son âge multi-vénérable il serait sans doute surpris par l’outrecuidance du Méprisant auto-proclamé mâle blanc. Devant tant de suffisance le citoyen lambda demeure coi. Zeuspiter dans sa toute puissance fait paraître anachronique toute résistance à ses velléités de changer de fond en combles les us et coutumes de ce bas-monde de la France d’En Bas.

Je me fais l’avocat sinon du diable du moins de Micromégas. Ce dernier aurait sans doute bien ri à la sortie de Hollande parlant en évoquant son successeur au trône suprême d’un président partenaire passif tandis que Trump est qualifié pra contraste de partenaire actif. Il fut un temps ou il y avait un prédisant  du passé et un président du passif. Les temps changent et Micromégas secoue tristement la tête et murmure Déja vu !

Le nez dans le ruisseau c’est la faute à Emmanuel Rousseau, le cul tombé par terre c’est la faute à Jean-Marie Macron dit Voltaire,

15 ans et demi en mai 1968

Au Brésil Zuenir Ventura a écrit en 1989 un ouvrage intitulé 1968 : o ano que nao terminou. L’année qui n’a pas terminé !

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En mai 1968 j’avais 15 ans et demi, 32 dents et 9 frères et soeurs (huit survivants) dont la dernière venait de naître le 15 janvier. J’étais l’aîné, j’habitais La Pierre Plate un cinq pièces au huitième étage dans une cité à Bagneux dans les Hauts de Seine, qu’on appelait encore Seine tout court, la cité des musiciens. Chacun de mes amis ou copains était identifié par une barre d’immeubles. Il y avait ceux de Mozart, ceux de Serge-Prokofiev, ceux de Claude-Debussy, ceux de Manuel de Falla, ceux de Frédéric-Chopin, ceux de Rossini, le B8, dont je faisais partie. Entre Mozart A8 et Rossini B8 c’étaient 192 logements. Moi mon univers se jouait entre Rossini, Mozart et Debussy. Nous nous retrouvions pour jouer au foot derrière Mozart ou derrière Debussy entre garçons. Je n’avais qu’un copain de classe dans le quartier, Yann qui habitait dans le même bâtiment . J’étais au numéro 8, lui au numéro deux ou trois. Nous prenions tous les matins avec Maurice qui habitait lui au rond-point des Martyrs le bus 188 pour aller à l’école. Puis on marchait à pied de Sceaux-les-Blagis jusqu’au lycée Lakanal situé entre Sceaux et Bourg-la-Reine. Le lycée Lakanal était un lycée très huppé puisque 85 pour cent des élèves étaient issus des csp +, des chefs d’entreprise, des professions intellectuelles supérieures, des cadres supérieurs. Moi j’étais le prolétaire de service, la racaille studieuse, l’exception qui confirme la règle. Je me sentais vraiment un privilégié !

Etre balnéolais était presque une tare. Etre de Sceaux-les-Blagis était déjà une honte ! Le lycée offrait un cadre exceptionnel ! Parc, cour, couloirs étaient chargés d’histoire même si les latrines laissaient à désirer. Mais nous étions dans un lycée chargé de traditions. Khâgne, hipokhâgne, classes préparatoires étaient célèbres ! Entouré de professeurs célèbres. J’étais en seconde A.

Etudes classiques latin espagnol anglais ! Un lycée de garçons ! Yann Piquer et Maurice Allouche, mes copains de Bagneux, mais aussi Yves Trancard, Robert Gouin, François Merle, Jean-Marc Boyer, Bernard Breuiller, Jean-Pierre Lenfant, Christian Billon, Romain Gospodnetik, Pascal Meslet. Leclerc, Batista, Dubut dont les prénoms se sont évanouis. Aucune fille ! Les filles étaient regroupées elles au lycée Marie Curie ! J’étais demi-pensionnaire. Je mangeais le midi à la cantine. Comme j’étais boursier puisqu’on était une famille nombreuse je ne crois pas que mes études aient coûté cher à mes parents ! Il y avait aussi des pensionnaires qui étaient en internat qui dormaient carrément à l’école du lundi au samedi et parfois plus. J’enviais surtout les externes qui pouvaient sortir le midi et aller manger chez eux. Ceux-là c’étaient des privilégiés. Certains arrivaient en Solex d’autres étaient déposés en voiture.

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En mai 1968 j’avais 15 ans et demi et j’étais sans doute encore catholique puisque en 1969 encore il me semble que j’étais enfant de choeur et que j’ai participé à la quête de l’église Sainte-Monique pour les aveugles. J’avais même fait ma renonce.

J’adorais lire et je passais la plupart de mon temps à la bibliothèque municipale où j’ai lu toute la collection de contes et légendes du monde entier. Je jouais aussi au foot en cadet au COMB comme demi et à l’AS Lakanal au rugby.

J »étais romantique. A 15 ans et demi je n’avais pas encore embrassé une fille, si ma mémoire est bonne. Sur le chemin de l’école entre les blagis et Lakanal il y avait le lycée professionnel Florian rue de la Marne où je croisais des demoiselles et mon regard croisait assez souvent une petite martiniquaise qui habitait justement aux Blagis chez sa tante. Avec elle qui était Marylin mais pas Monroe j’ai connu mon premier film au cinéma, mes premières étreintes, mes premieres caresses, ma première jouissance . Mais nos jeux étaient malgré la jouissance assez innocents sur les bancs publics, dans les fourrés, au cinéma, contre les murs mais jamais au lit. J’avais alors peut être seize ans, seize ans et demi mais peut être aussi quinze ans et demi. Je confonds les dates. Ce que je sais c’est que quand Johnny a sorti Si j’étais un charpentier, ou Mon fils moi je n’avais pas encore croqué la pomme. J’avais trop peur qu’une partenaire éventuelle tombe enceinte. C’était ma hantise. Devenir père à 16 ans. Je voulais étudier. Je ne savais pas encore ce que je voulais faire exactement mais ce que je savais c’est que je ne voulais pas devenir père à 15 ans et demi. La pilule n’était pas à la mode et je n’avais jamais vu un préservatif ! J’avais une seule certitude c’est que je voulais un métier qui me fasse voyager. Je pensais à steward ou pilote pendant longtemps mais je dus déchanter à cause de ma vue. J’étais myope, je ne pouvais pas être pilote et steward je ne trouvais pas assez glamour. J’écrivais bien, je parlais anglais et espagnol ! Journaliste pourquoi pas !

Mon père avait alors 45 ans et ma mère 37. Ma mère ne travaillait pas depuis que nous étions arrivés en métropole en 1961 et mon père travaillait depuis 8 ans à Paris dans le septième arrondissement rue du Bac dans l’Administration, comme il aimait à le dire après avoir vécu une partie de sa vie engagé dans l’Armée. Il était huissier au Ministère de l’Industrie. Huissier c’est un bien beau titre pour une fonction qui consistait globalement à filtrer les entrées et les sorties et à porter le courrier et lire le journal. Mon père qui était résistant était inscrit au Parti communiste mais adorait de Gaulle ! Il était trésorier d’une association antillaise appelée le Rayon de Soleil.

Moi j’avais 15 ans et demi. et j’ai vu passer mai 1968 comme un printemps ensoleillé entre parties de babyfoot à la Croix de Berny, parties de flipper, mes premiers cafés, mes premiers émois sans doute. J’étais assurément loin des pavés, des barricades, des manifs. Je voyais bien que ça bougeait mais cela ne me concernait pas ! Je n’étais pas politisé ! J’entendais bien les slogans comme « il est interdit d’interdire », « les frontières on s’ en fout », « prenez vos désirs pour des réalités », « soyez réalistes: demandez l’impossible ». Mais tout de même appeler les étudiants ou les grévistes « la chienlit », je trouvais ça un peu vieux jeu de la part de celui qui s’appelait le président. Mai 68 ce ne furent pour moi que des vacances scolaires avant la date.

Je suis probablement parti en vacances comme d’habitude pour deux mois en colonie de vacances. En juillet août j’ai dû passer du bon temps à la Feclaz en Haute-Savoie. Mais mon 1968 à moi ce furent :

 1. le 16 octobre les Jeux Olympiques de Mexico et les poings noirs gantés levés (pouvoir noir) pendant l’hymne américain Star Spangled Banner pour protester contre la discrimination raciale dans leur pays Tommy Smith et John Carlos après la finale du 200 m où ils terminèrent respectivement premier et troisième; ils portaient un foulard noir au cou (symbole de fierté noire), des chaussettes noires et pas de chaussures pour symboliser la pauvreté noire.

Quelques jours plus tard ce fut au tour de Lee Evans, Larry James, et Ronald Freeman de porter le béret noir, symbole du pouvoir noir des Black Panthers

Je me souviens aussi des 8 mètres 90 de Bob Beamon ! Des 9 secondes 95 de Jim Hines au 100 m, du Fosbury flop de Dick Fosbury;

2. l’assassinat de Martin Luther King le 4 avril à Memphis Tennessee à l’âge de 39 ans;

3. l’assassinat le 5 juin de Robert Kennedy à Los Angeles à l’âge de 42 ans;

4. la mission Apollo 8 atteint la lune le 24 décembre (Jim Lowell, Bill Anders, Frank Borman)

5. c’était la guerre du Vietnam, Joan Baez chantait « Where have all the flowers gone »;

6. c’était la guerre du Biafra et personne ne chantait;

7. en août les Soviétiques entraient à Prague et faisaient danser le kazatchock aux Tchèques qui n’en demandaient pas tant.

En 1968 je regardais l’an 2000 comme un objectif tellement lointain presque inatteignable. Je me disais en l’an 2000 j’aurai 48 ans comme mon père. Je serai un vieux, Encore plus vieux que mon père en 1968. Je me promettais de ne pas avoir de bedaine, de ne pas être gratte-papier.

Maintenant que dire. Nous sommes en mai 2018. 1968 c’était il y a cinquante ans. Et dire que j’y étais. J’ai presque du mal à l’admettre. Comment admettre qu’on a des souvenirs e plus de 50 ans ? Déjà les souvenirs s’embrument. J’ai perdu mon père il ya de cela 17 ans, l’âge que je n’avais pas encore atteint en 1968. Ma mère va en avoir 87. J’ai 5 enfants ont le petit dernier va avoir 19 ans. Ils ont aussi leurs rêves. Ils me voient probablement comme je voyais mon père. Un petit vieux un peu turbulent, irresponsable et voyageur. Mai 2018 s’annonce chaud puisqu’on veut faire la fête à Macron. J’ai jeté un coup d’oeil aux mots d’ordre figurant sur les banderoles brandies par les  black blocs que la France béate et sidérée a l’air de découvrir : « tout va bien« , « Macron nous met dans une colère noire« , « Cette fois on s’est organisé« , « le  black bloc colore nos vies« , « risques de troubles à l’ordre public« , « la lutte paie plus que ton patron« , « la piraterie féminine n’est jamais finie« , « A bas la HESS« , « Premiers de cordée, premiers guillotinés« , « Sous les k-ways la plage« , « Marx attack ». Bon, je dois avouer que tous ces slogans ne retentissent pas en moi de la même façon car je n’ai pas tous les codes (je n’écoute pas Booba)  mais je dois avouer  que j’ai probablement un vieux fond soixante-huitard malgré tout qui m’incline à avoir une certaine sympathie pour ceux qui s’interrogent, même si cette interrogation se manifeste violemment. Ni dieu ni maître est un concept philosophique que j’appuie totalement. Ce n’est pas parce que je ne fais pas partie des Black blocs que je ne soutiens pas leur réflexion. Comme le dit BFMTV :

« les slogans déployés par les black blocs reflètent l’idéologie libertaire, anarchiste et anticapitaliste du mouvement contestataire »

Moi quand je lis « Ni patrie, ni patron, ni Le Pen ni Macron » je suis plutôt en adéquation. Quand je lis « Pour l’unité il faut des ennemis communs » ça me semble bien envoyé. Quand je lis « sélection piège à cons », ça me renvoie à « élections piège à cons » de 68 et quand je vois « sous les k-ways la plage » je vois bien « sous les pavés la plage ». J’aime l’irrévérence car dans cette irrévérence il y a le lyrisme

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Juste pour faire avancer la discussion. Cela ne veut pas dire ni que je cautionne  ni que je ne cautionne pas. Mais je crois qu’en disant que ce sont des casseurs sans aucun objectif politique je crois qu’on simplifie un peu trop la donne. Faites- vous votre idée comme je me fais la mienne. Mai 68 pour moi c’était les black Panthers, mai 2018 ce sera les Black Blocs. Life goes on, » tout va bien » ! Moi je souhaite retransmettre la parole ici d’un black bloc telle qu’elle a été tenue sur Libération après la manif du 1er mai:

« Le 1er mai

«D’abord, je voudrais dire que je parle du Black Bloc en mon nom propre, pour rappeler ses objectifs et sa visée politique bien réels, contrairement à ce qu’on entend partout. Mardi, j’ai participé au cortège parisien. Je ne donnerai ici aucun élément touchant de près ou de loin à ce que j’y ai accompli ou à la réalité de l’organisation. Pour ceux qui s’interrogent sur la légitimité de la présence d’un Black Bloc le 1er Mai, je voudrais rappeler qu’avant d’être la fête du travail, cette date est la commémoration de l’injuste condamnation à mort de sept anarchistes américains [en 1886 à Chicago, ndlr].

La tactique

«Le Black Bloc n’est ni un parti ni un mouvement, c’est une tactique, un outil, une modalité d’action politique. Le Black Bloc se forme ponctuellement, pour un événement précis, puis se dissout immédiatement. Il n’a aucune stratégie politique de long terme. Il regroupe des gens de bords différents, des jeunes, des vieux, de surcroît de classes sociales hétérogènes. Mardi, il y avait dans le cortège parisien des camarades venus de nombreux pays d’Europe, car notre lutte est internationaliste : le capitalisme mène une lutte mondialisée, notre résistance doit l’être tout autant.

«Le dress code, être vêtu de noir et porter la cagoule, résulte de deux logiques. D’abord, évidemment, il s’agit de se préserver de la répression policière, de la vidéosurveillance. Ensuite, la tenue a valeur de solidarité. Toutes les personnes encagoulées, équipées de masque à gaz ou de lunettes de piscine, ne se livrent pas forcément aux dégradations. Toutefois, en arborant le dress code, elles acceptent d’assumer collectivement les opérations et de rendre le plus compliqué possible l’exercice d’identification par les policiers.

La violence

«Il est assez consternant de voir revenir au lendemain de chaque action du Black Bloc ce langage politico-médiatique insistant simplement sur son aspect violent. L’idée est claire : il convient de délégitimer l’action du Black Bloc, avec cette rengaine de la violence pour la violence, de casser pour casser. Au contraire, le Black Bloc n’a rien d’apolitique. Il ne frappe pas aveuglément. Son essence est de montrer la conflictualité sociale, la logique de répression. Au quotidien, l’Etat exerce une pression sourde sur différents groupes du corps social : les exilés, les sans-papiers, les zadistes, certains mouvements étudiants, les salariés au chômage, les squatteurs. Par sa volonté de confrontation, le Black Bloc met le doigt sur cette frontalité, et pousse l’Etat dans ses retranchements afin qu’il affiche son vrai visage. Immédiatement, nous voyons alors affleurer les violences policières, qui s’expriment pourtant quotidiennement dans les quartiers populaires, contre les personnes racisées et les sans-papiers. Quant au terme « casseur », il est à rejeter. Il participe lui aussi à la volonté du pouvoir de dépolitiser le Black Bloc. Il n’y a pas de mots adéquats pour définir le Black Bloc. Je dirais que nous sommes militants, activistes, révolutionnaires et d’autres choses encore.

Le ciblage

«Le Black Bloc favorise des actions groupées et rapides. Il y a des cibles évidentes, les McDonald’s, les concessionnaires de voitures de luxe, les banques et, bien sûr, les bâtiments administratifs, les commissariats. Loin d’être gratuit, le ciblage se concentre sur les symboles de l’Etat et du capitalisme. Quant au mobilier urbain, parfois dégradé, il peut à la fois être utilisé comme projectiles, mais il incarne surtout l’organisation spatiale décidée unilatéralement par l’Etat pour réguler la société et que nous voulons transformer.

La politique

«Le Black Bloc ne peut être récupéré par aucun parti politique. Précisément parce qu’il rassemble des gens qui s’organisent en dehors des frontières politiques traditionnelles. Le Black Bloc rejette tout autant le Parti socialiste que La France insoumise. Il s’affranchit également de la tutelle des centrales syndicales. Le socle fédérateur est d’inspiration anarchiste, anticapitaliste mais, une fois encore, le Black bloc est surtout une constellation indéfinissable, qui naît et disparaît une fois son expression accomplie.»

 

J’aime beaucoup cette chanson chantée par Joan Baez, God is God (Dieu est Dieu). Pourtant je ne crois pas en Dieu mais tant pis ! j’aime cette phrase « some folks see things not everybody can see ». Peut-être les Black blocs sont une peu comme ça, des gens qui voient des choses que personne ne voit! Des lanceurs d’alerte, peut-être. 3 mai 1968, 3 mai 2018 moi je dis: continuons le combat. Les idées ont vocation à faire leur chemin.

I believe in prophecy.
Some folks see things not everybody can see.
And, once in a while, they pass the secret along to you and me.
And I believe in miracles.
Something sacred burning in every bush and tree.
We can all learn to sing the songs the angels sing.
Yeah, I believe in God, and God ain’t me.
I’ve traveled around the world,
Stood on mighty mountains and gazed across the wilderness.
Never seen a line in the sand or a diamond in the dust.
And as our fate unfurls,
Every day that passes I’m sure about a little bit less.
Even my money keeps telling me it’s God I need to trust.
And I believe in God, but God ain’t us.
God, in my little understanding, don’t care what name I call.
Whether or not I believe doesn’t matter at all.

I receive the blessings.
That every day on Earth’s another chance to get it right.
Let this little light of mine shine and rage against the night.

Maybe someone’s watching and wondering what I got.
Maybe this is why I’m here on Earth, and maybe not.
Chorus:
But I believe in God, and God is God

La première liberté entre pluviose et floréal

Ce qu’on entend par la première liberté c’est la première abolition de l’esclavage décrétée par la convention montagnarde le 4 février 1794 (16 pluviose an II). Pendant 8 ans les esclaves de Guadeloupe grâce au décret 2262 ont vécu comme des citoyens français, ont pu se marier, avoir des enfants, les reconnaître, acheter, vendre, échanger. Ce ne fut pas pour autant une remise en question fondamentale de l’ordre établi puisque le décret fut exécuté après avoir adopté certains règlements appelés Police rurale mise en place par les commissaires au gouvernement dans chacun des districts de la Guadeloupe. Par cette Police les nouveaux citoyens de 1794 se voyaient remettre un quart des bénéfices déduction faite des coûts affectés au médecin, aux médicaments et à l’emballage des produits. Le esclaves devenaient sous le régime de Victor Hugues des travailleurs libres. La réalité objective en fit des travailleurs forcés. Disons un peu plus libres qu’ils ne l’étaient avant. Ce ne fut qu’une éclaircie de 8 ans puisque Bonaparte rétablit l’esclavage par décret du 20 mai 1802 (30 floréal an X). Dès le 2 mai Richepanse et 2500 hommes sur 11 navires vont rétablir l’ordre esclavagiste ce qui coûter au bas mot la vie de 20000 de ces nouveaux citoyens sortis de la servitude. L’insurrection menée par Louis Delgrès dès le 4 octobre 1801. Comme disait Sonthonnax en 1793 à Saint-Domingue la citoyenneté est devenue leur Evangile !

Ce ne fut qu’une éclaircie mais quelle éclaircie !J’imagine ce que cette éclaircie a causé chez mes ancêtres présents sur le territoire à cette époque : BALTIMORE, FRONTON, VIN, VALERIUS, BARDUS, ELIZA, SIPHAX-COLDY, BANDINI; PALEY, IBOL, HAMAREL, MONZA, EBREUIL, RYBOUR

A Bouillante :

Charlottine Fronton est née en 1792 soit deux ans avant la première liberté qu’elle a donc connue entre l’âge de 2 ans et 10 ans.

Désirée Bandini entre 13 et et 21 ans

Vidal Valérius de 15 à 23 ans

Bernadine Vadimon de 16 à à 24 ans

Praxelle dite Rachelle Ebreuil de 8 à 16 ans

Jean Paley de sa naissance à l’âge de 8 ans

Baltimore Magdeleine entre 11 ans et 19 ans

A Saint-Claude :

François Rybour entre 29 ans et 37 ans

Magdelonnette Ibol entre 17 et et 25 ans

Reinette Hamarel entre 15 et 22

A Vieux-Habitants : Elisabeth Vin de la naissance à l’âge de 5 ans

Raymond dit François Monza de la naissance à l’âge de 5 ans

A Grand-Bourg MG:

Félicité Bardus de sa naissance à l’âge de 6 ans

Demoiselle Eliza de la naissance à 3 ans

Marguerite Leroux de la naissance à 1 an

Si l’on consulte l’Etat nominatif des personnes de tout âge et de tout sexe existant dans la commune de Bouillante au premier vendémiaire an V ainsi que celui du 1er vendémiaire an VI classés aux archives de Guadeloupe sous les côtes G1500 et G1503 les relations pére-enfants-époux devraient s’éclaircir .

Halte aux décasages !

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Mayotte fait son apparition dans Wikipédia. A l’île de la Mort  l’honneur (enfin je dirais plutôt la honte) du mot décasage.

Un décasage est une expédition punitive organisée par des Mahorais contre les constructions illégales habitées par des immigrants clandestins comoriens[réf. nécessaire]. Illégaux, les décasages ne sont néanmoins pas réprimés par les autorités locales, qui craignent d’ajouter du trouble à la situation tendue dans laquelle se trouve le département d’outre-mer et qui considèrent parfois que ces expéditions les aident dans leur travail de lutte contre l’installation irrégulière de migrants venus en kwassa kwassa du reste de l’archipel des Comores.

Bref on est au maximum de l’intolérance. Pas au maximum encore puisqu’on ne tue pas encore ! C’est encore heureux ! Enfin pas pour l’instant ! Car les chombos sont là prêts à frapper dans la chaleur de la nuit.

Cet article de Serge Slama paru en 2016 dans la Revue des droits de l’homme  aurait pu alerter. On y évoque des mots qui font peur en France comme pogrom, lynchage, des mots qui évoquent l’Allemagne nazie. Mais comme dit l’article : « loin des yeux loin du coeur » ! Ici c’est la sous-france et la souffrance, le règne de la bête immonde. Paré du boubou blanc du citoyen on décase en toute impunité. Les autorités ferment les yeux et se parent du manteau de Job. Avec les clandestins tout est possible. Ouf, on respire, on ne les jette pas encore à la mer ! Mais on peut allégrement en toute impunité les parquer comme des veaux dans un gymnase ! Macronie oblige ! L’Archange Emmanuel avait en son temps bien ri des kwassas-kwassas ! Qui lui reviennent maintenant comme des boomerangs putrides ! Entre manger de la pierre et manger de l’eau les vivants choisissent l’eau, symbole de survie ! Qu’auriez vous fait à leur place !?

Où sont passés les Justes ! ? En 2016 lors des précédents décasages on avait entendu un peu la Cimade, le Gisti,  la LDH, ADDE, le Secours Catholique, Médecins du Monde, la presse régionale métropolitaine s’en était fait l’écho même en 2017 . S’il y a désormais des contestations, des voix pour se lever contre l’immondice ce sont des voix aphones. On ne les entend pas ! I-N-A-U-D-I-B-L-E-S ! Où sont les contre-manifestations ! Où sont les appels à la tolérance ! J’entends seulement en boucle : ces gens -là ne sont plus les bienvenus ! On incendie les cases, on menace ! Les yeux sont injectés de haine ! L’air de Mayotte est insalubre en plein Océan Indien! Sommes-nous encore dans un département à part entière ou dans un département entièrement à part ! Césaire si tu nous entends !

https://la1ere.francetvinfo.fr/mayotte-citoyens-expulsent-illegalement-etrangers-leur-logement-573003.html

Les logements qu’on brûle qu’on rase qu’on démolit sont des logements de fortune fait de bric et de broc, de tôles et de planches, comme la plupart des habitations de l’île. Ce sont certes des bidonvilles mais à l’intérieur de ces bidonvilles vivent des femmes, des hommes et des enfants qui quoi que migrants n’en sont pas moins des êtres humains ! Le pire c’est que même ceux qui ont des papiers doivent passer sous les fourches caudines de ces adorateurs new age du Klu Klux Klan

Les forces de l’ordre à qui on livre ces migrants comme on livre du bétail disent mener des enquêtes mais en fait c’est avec tolérance et bienveillance qu’elles accueillent ces exactions ! Il ya tout un climat de compréhension fasciste pour les criminels qui se livrent à de tels agissements. Ils se disent mahorais, ils sont français et en vertu de cette noble quoi que fraîche ascendance ils se donnent le droit d’expulser organisés en collectifs de villageois, au nord à Acoua, au sud à Kani Keli leurs frères comoriens et malgaches,  si l’on en croit la généalogie. « Aucune victime, aucun blessé » , dit le procureur de la République .

On ne pourra pas dire que l’on ne savait pas ! En d’autres temps cela s’appelait des chasses à l’homme, des ratonnades.

Par ailleurs le gouvernement des Comores ne veut pas récupérer ces ressortissants. On est dans l’impasse, franchement. Où sont les résistants ?

Mayotte me dit-on est à 95 pour cent islamique et pratique un islam tolérant. C’est la publicité ! Où sont les imams, où sont les cadis, où sont les muezzins, où sont les autorités morales pour endiguer la vague de haine? Je ne parle même pas des autres religions qui à l’aube de la fête pascale font tout autant preuve d’un silence assourdissant. Où sont les autorités, bordel ! Y a-t-il encore des hommes de bonne volonté  sur la place?

Il y a eu des ratonnades en France en 1973 à Marseille où vivent justement beaucoup de Comoriens et de Mahorais . C’étaient les Algériens qui en étaient les victimes. Tout cela avec la complaisance et la passivité des pouvoirs en place et même de l’opposition. Il y a eu la ratonnade du 17 octobre  1961 à Paris. Revenons plus loin encore en juillet 1942 et la rafle du Vel d’hiv. 

La grande ratonnade de Mamoudzou se prépare ! Assez, assez, assez !Repoussons par tous les moyens ces démons et ces djinns malveillants ! Pendant qu’il en est encore temps  !!

Ne croyez pas que cela ne concerne que Mayotte. Récemment la ville ed Lille a été condamnée pour expulsions illicites (expulsion est un joli mot pour  décasage.   

C’est exactement comme pour reconduite à la frontière ! Cela fait plus humain ! Mais le résultat est le même ! Mais la justice est lente et les décasages sont traumatisants et laissent des sequelles. Ce sont les fruits de l’arbitraire et on a condamné à Mayotte ces décasages illégaux. A quand une trêve hivernale en pleine saison des pluies, le fameux kashkazi ?

J’ai été Charlie, j’ai été Bataclan, j’ai été Nice, je suis un migrant, je suis un décasé !

Mayotte, île de la Mort, île morte

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Ile de la mort depuis des siècles Mayotte devient désormais île morte ! Certes pas tout à fait morte car elle bande encore, mais si mollement qu’on jurerait qu’elle est atteinte de dysfonctionnement érectile tant est flagrante son impuissance. L’île est moribonde !

Le 101ème département, comme elle aime s’appeler, devenu tel le 31 mars 2011, deux ans après le référendum de 2009, il y a à peine 7 ans donc, vit une crise existentielle, âge de raison oblige,  qui ne risque pas de s’estomper. L’archipel est au bord de l’explosion ! Les coupables comme souvent sont tout trouvés. Les étrangers ! Les ressortissants comoriens ! Ils représenteraient environ 50 pour cent de la population. Il n’y a pas qu’eux. Il y a les ressortissants malgaches, les ressortissants congolais , les ressortissants rwandais, les boat people de ce 21ème siècle austral arrivés sur l’île par le biais des flux et reflux de kwassa-kwassa ! Tous en situation irrégulière selon certains, soutenus par la force publique, les maires, les conseils municipaux et la population excédée, qui voudraient décaser à-tout-va pour mieux encore refouler tout ce beau monde à la frontière, les bouter carrément hors de France. Ce qui mathématiquement serait la solution miracle à tous les maux ! Or le voisin comorien considère que Mayotte est terre comorienne, comme l’attestent plusieurs résolutions de l’ONU auquel la France demeure sourde, et que les comoriens étant sur leur terre ils n’ont pas en être refoulés comme des malpropres. Les comoriens en situation irrégulière sont donc ballottés comme des régimes de banane entre Charybde et Scylla ! On imagine qu’une augmentation substantielle de l’aide au développement pourrait changer la donne et réussir à en amadouer certains. On imagine… C’est tout ce que l’on peut décemment faire, imaginer une sortie heureuse du contentieux diplomatique qui oppose les îles soeurs, dans un lagon hanté d’un noeud de serpents qui paraît inextricable.

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On parle d’insécurité chronique et d’immigration clandestine inacceptable ! On évoque le cas de la Guyane qui souffre des mêmes maux mais  immédiatement on évoque les différences de taille entre la Guyane et Mayotte. Le gouvernement français, le préfet, la Gendarmerie, la Justice, l’Armée, la Marine, la Police, la CAF, sont accusés de complaisance ! Or chose étrange ces étrangers sont leurs propres frères ou demi-frères, cousins germains ou issus de germains, oncles et tantes, grand-pères ou grands-mères car depuis le XVème siècle Mahorais, Anjouanais Grands Comoriens et Mohéliens ainsi que les Malgaches et les Tanzaniens se sont allègrement mélangés au gré des califats. On oublie que Mayotte fut sous domination anjouanaise ou malgache à certains moments de son histoire pour ne retenir que la domination française qui date de 1841.

On méprise les Comores, les voisins comme on les appelle avec condescendance, mais jusque dans les années 60 et 70 c’est à Moroni que les plus fortunés se rendaient pour étudier au lycée Saïd Mohamed Check. On méprise Madagascar mais c’est à Tananarive que d’autres se rendaient pour étudier au Lycée Condorcet devenu depuis lycée Galliéni.

Mayotte c’est une Afrique qui ne s’accepte pas pour certains qui préfèrent revendiquer leurs racines arabes ou portugaises. Mayotte n’est pas perdue mais bien égarée, comme un chien, en l’occurrence une hippocampe perdue sans collier.

Car Mayotte se revendique française mais souhaite en même temps demeurer musulmane. Il y a des contradictions flagrantes entre les lois de la République notamment en matière de liberté, égalité fraternité, laïcité. Les mosquées sont pleines et fleurissent comme des champignons. On ne peut faire deux cents mètres sans se trouver nez à nez avec une mosquée ou une madrassa (une école coranique). Pour comprendre une école coranique imaginez un cours de catéchisme 7 jours par semaine à 5 heures du matin avant l’école, après l’école dite de la République, où l’on apprend outre le Coran l’arabe ! Des hauts parleurs diffusent aux heures stratégiques l’appel à la prière. Le premier chant de l’aube ce n’est pas le chant du coq mais celui du muezzin ! Que dis-je ! Celui des muezzin car chaque mosquée se fait concurrence. Il y a la mosquée des Anjouanais, la mosquée une telle, la mosquée une telle.

Dans cette concurrence d’héritages il y a des perdants et des gagnants. Les plus lettrés ceux qui sont entrés dans la mondialisation, ceux qui se sont formés à l’étranger et plus particulièrement en France ou en Arabie Saoudite, les descendants de familles traditionnelles occupent les mairies, les administrations, les postes stratégiques au Syndicat Intercommunal d’Eau et d’Assainissement de Mayotte (SIEAM), à la Société Immobilière de Mayotte (SIM), à Electricité de Mayotte (EDM), etc.

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La corruption est rampante et institutionnelle. Emplois fictifs, détournement de fonds publics et favoritisme sont les maîtres mots de la politique mahoraise. Une fois installé comme maire, sénateur ou député ou conseiller municipal ou départemental  on est un nanti au service d’un clan. J’entends par exemple des débats où il y aurait un arrangement entre les familles de M’Tsapéré  pour que revienne le poste le président  du conseil départemental aux prochaines élections à quelqu’un du clan de M’Tsapéré qui a réussi entre autres à élire deux sénateurs. Il faut à tout prix que le poste revienne à quelqu’un de M’Tsapéré. Aux dernières élections le poste est allé à quelqu’un du canton d’Ouangani élu depuis le 2 avril 2015 (Soibahadine Ibrahim Ramadani né en 1949 à Chiconi, sénateur e Mayotte entre 2004 et 2011).  Entre 2011 et 2015 né en 1975 à Marseille Avant lui à la tête de l’exécutif  mahorais il y avait eu Daniel Zaïdani descendant d’une famile de M’Tsapéré qu’on avait fait venir de France pour succéder à Ahmed Attoumani Douchina né en 1955 président du Conseil Général de Mayotte de 2008 à 2011. Ce dernier remplaçait Saïd Omar Oili president d’avril 2004 à mars 2008. Peu importe les noms peu importe les affiliations politiques, UMPP, LR, SE, NEMA, l’important c’est que le poste reste aux mains du clan. Pour aspirer aux hautes fonctions on est souvent enseignant ou médecin ! Puis par capillarité on répand sur son clan la manne procurée par la fonction. On nomme à droite ou à gauche des administrateurs de la SIM, la DEAL, du Syndicat des Eaux, etc.

Abdallah Hassani, né en 1954, élu sénateur e Mayotte le 2 octobre 2017 à la succession de Abdourahamane Soilihi, sénateur de Mayotte de 2011 à 2017.

Mansour Kamardin né en 1959 élu député ainsi que Ramlati Ali (dont l’élection a été annulée et dont on saura dimanche prochain si elle ou bien Elad Chakrina se retrouvera sur les bancs e l’Assemblée Nationale).

Il faut savoir que ce conseil départemental exerce aussi les attributions de conseil régional. La plupart des postes de fonctionnaires est occupée par de la main d’oeuvre migrante venue de métropole qui perçoit ainsi des revenus  différenciés  (prime de vie chère, congés bonifiés, etc) en raison de son statut d’expatriés. L’enseignement, l’hôpital sont leur chasse gardée. On retrouve dans ce tableau outre les métropolitains les Antillais, les Sénégalais, les Réunionnais, les Marocains, les Vietnamiens, les Malgaches qui ayant la nationalité française peuvent enseigner dans l’école de la République. La coexistence entre Mahorais de souche et ces français issus de métropole ou d’autres confettis de l’ancien empire français démantelé il n’y a guère que 60 ans ( Madagascar et d’autres pays d’Afrique du Nord ou d’Afrique noire) se fait apparemment sans heurt. Mais on sent bien que les coutumes traditionnelles sont menacées par cette avalanche de nouveaux modes de vie qui déferlent sur l’île. Déjà la polygamie a été abolie alors que c’est un pilier de la société mahoraise. Les hommes préfèrent se marier tranquillement chez le cadi ce qui en cas de répudiation est beaucoup plus simple qu’entamer une procédure coûteuse de divorce. Les lois islamiques scandent le rythme de la société mahoraise. Interdiction de vente d’alcool à partie d’une certaine heure, surtout le week-end et le dimanche. Difficultés de trouver dans les quartiers des produits comme vinaigre à base d’alcool ou tous les produits à base de porc ou du simple cirage. Par contre la bière est largement disponible dans les supermarchés et épiceries de quartier. Il est notoire que le niveau des enseignements à Mayotte est le plus bas de tous les départements français ! En maternelle et au primaire l’accès à l’école est barrée par les communes qui prennent pour prétexte des classes bondées pour ne pas admettre en classe les petits de migrants. Ils accumulent ainsi des handicaps et se retrouvent souvent à 15/16 ans avec un niveau de primaire acquis avant leur arrivée sur le territoire. On trouve même des enfants de migrants nés à Mayotte puis repartis vers les Comores suite à l’expulsion de leurs parents, puis revenus en France qui au terme de ce ballotage permanent entre îles se retrouvent dans les plus pires difficultés d’adaptation et d’enracinement qu’on puisse imaginer car ils sont aussi bien honnis aux Comores car nés à Mayotte que par les mahorais car nés de parents comoriens en situation illégale. Les classes sont surchargées. Néanmoins le vice-rectorat avec l’appui du Casnav (« Centre académique pour la scolarisation des enfants allophones nouvellement arrivés et des enfants issus de familles itinérantes et de voyageurs ») ou d’autres organisations associatives qui font florès (Apprentis d’Auteuil, Croix Rouge, etc) essaie tant que faire se peut d’inclure dans le cursus scolaire des collèges et des lycées tous les enfants de migrants, et en particulier les EANA, élèves allophones nouvellement arrivés,  âgés de 11 ans à 16 ans malgré de forts taux d’analphabétisme ou d’illétrisme chez ces derniers. Cette hétérogénéité des apprenants n’est pas sans poser problème car la plupart des enseignants ne sont pas formés en FLE ou en FLS pour pouvoir prendre en charge efficacement de telles disparités d’apprentissage. Il y a des expériences de classe UPE2A (Unité pédagogique pour élèves allophones arrivants) ou UPE2A-NSA pour ceux qui n’ont pas été scolarisés dans leur pays d’origine. Mais malgré des besoins immenses à Mayotte la résistance de la population mahoraise est telle que l’on entrevoit mal comment résoudre la situation à moins de l’implantation d’un plan Marshall de l’éducation sur l’île hippocampe. Et je ne parle même pas des élèves âgés de 16 à 18 ans qui eux ne relèvent pas de l’obligation scolaire et à qui sont fermées toutes les possibilités de formation professionnelle ou de stages dans la mesure où ils n’ont pas de papiers.

C’est ainsi que se crée à Mayotte tout un sous-prolétariat payé au maximum 10 € par jour à faire des brochettes, faire le ménage, cuisiner, laver le linge dans les rivières, vendre des légumes à la sauvette, vendre du poisson dans des brouettes, vendre des boites d’allumettes, des oignons, de l’ail à tous coins de rue, s’occuper des enfants, travailler dans une épicerie, pour le compte de mahorais qui leur louent aussi à petit prix des  cases qui forment ici et là des bidonvilles insalubres de tôles et de planches sans eau et sans électricité. Ce sous-prolétariat corvéable à souhait ne parle pas très bien le français mais peut très bien communiquer avec les mahorais car les différences entre langue mahoraise et anjouanaise sont minimes. Ce serait comme les différences qui existent entre le créole guadeloupéen et le créole martiniquais. Avec le comorien de Grande Comore ou de Mohéli il y a plus de difficultés mais cela équivaut à la différence entre le créole de Guadeloupe et celui de Sainte-Lucie ou de Dominique. Voilà.

Mayotte on l’a déjà dit c’est la sous-France ! Et la souffrance aussi ! Comment sortir parle haut de la détresse ? Il faudrait des transferts énormes d’investissements pour que l’île revienne ne serait-ce qu’à la moitié du niveau de développement des autres départements d’outre-mer.  Guadeloupe, Martinique, Guyane et Réunion ont pu se développer à la faveur des 30 Glorieuses et du tourisme de masse. Dans une France qui passe par une longue saison de vaches maigres j’ai du mal à voir la maison-mère investir à fonds perdus dans l’aventure. Je ne vois pas de solution miracle. Mayotte n’est pas la Guyane. Mayotte n’a pas Ariane ! Elle n’a qu’un lagon.    Des tortues, des hippocampes, de l’ylang-ylang et des makis. Au grand dam des Mahorais je ne vois de solution durable à long terme qu’avec une coopération effective d’égal à égal entre îles soeurs. Car si Mayotte est française elle est aussi comorienne qu’elle le veuille ou non et elle devra un jour s’accepter comme telle pour pouvoir, je le lui souhaite ardemment, s’affirmer pleinement comme île adulte. Je sais ! Je ne suis pas mahorais ! C’est plus facile à dire qu’à faire mais après avoir vécu en live cette souffrance pendant maintenant 8 mois je ne vois aucun accouchement, aucune délivrance  possible à court terme.

 

Le Bumidom dream

Le Bumidom Dream c’est le rêve américain à la sauce tamarin citron ! Pas de caravanes, pas de diligences, pas de saloons, pas de shérifs, pas de bourbon, pas de Billy the Kid, pas de ruée vers l’or, pas de Californie ni de Texas mythique! La ruée vers l’Est vers un monde meilleur de vin, de neige et de camembert eut comme destination un nouvel Eldorado appelé Paris, ville lumière ! Paris Tour Eiffel !

Dès 1963 par la grâce de Michel Debré, premier ministre, député de la Réunion, et son arrêté du 26 avril 1963 paru dans le JO du 7 juin 1963 le Bureau pour le Développement des Migrations dans les Départements d’Outre-Mer (société d’état) organise minutieusement le départ de la grande migration qui va 17 ans après la départementalisation du 19 mars 1946 tenter de résoudre les problèmes de surpopulation et de chômage rencontrés sur Guadeloupe, Martinique et Réunion. Tout cela a lieu dans le cadre d’un contexte international révolutionnaire. Fidel Castro prend le pouvoir à Cuba en 1959. Madagascar devient indépendant en 1960. l’Algérie en 1962.

En 1981 le gouvernement socialiste rebaptise le Bumidom ANT (Agence Nationale pour l’Insertion et la Protection des Travailleurs d’Outre-Mer) qui devient elle-même en 1992 LADOM, l’Agence de l’Outre-mer pour la Mobilité (désormais investie dans le Passeport Mobilité, le Passeport Mobilité Etudes et l’Aide à la Continuité Territoriale dans les DOM).

De 1963 à 1981 16562 migrants, pour la plupart sans formation, âgés entre 18 et 35 ans, après une visite médicale et un test d’évaluation où il n’y avait pas de recalés, ont quitté Karukéra, son rhum, son carnaval et ses belles eaux tandis que 16580 migrants ont quitté les rives de Madiana l’ensorceleuse canne à sucre! Quant à la Réunion ce sera le double, 37473 migrants ayant abandonné leur île et leur poisson en cari sauce au combava. Munis pour seul viatique d’un aller simple en bananier transatlantique ou en avion vers la mère-métropole et une place en foyer assortie d’une promesse d’emploi ou de formation généralement subalterne on fit à ces jeunes gens issus de familles nombreuses miroiter vie en rose, gai Paris, foie gras, retour tous les 5 ans, champagne, logement et vie meilleure ! L’Emigration-Debré, tout au service des Trente Glorieuses ! Vu ainsi on pourrait dire que la saignée ne fut pas si terrible que ça ! C’est oublier ceux qui partaient pour faire leurs études, ceux qui partaient faire leur service militaire, ceux nombreux qui partaient avec leurs propres moyens vers leur Eldorado européen pour un aller sans retour.

D’abord migration de travail pour travailler dans les administrations comme la Poste, l’assistance publique, les prisons, la police, l’éducation nationale, les ministères, l’Armée Simca-Chrisler, EDF-GDF, Renault, Peugeot mais aussi des emplois subalternes comme aides ménagères, mécaniciens, ouvriers en bâtiment à partir de 1970 par le biais du regroupement familial la migration devient de peuplement. Ah qu’il fleurait bon être fonctionnaire en ces temps bénis de croissance-là ! C’était la garantie de congés bonifiés tous les 5 ans pour revoir la famille restée au pays et ouvrir toutes grandes ses ailes de paon devant la société ébaubie.

Il en a résulté malgré tout un certain déracinement familial et culturel, un certain désenchantement après plus 50 ans de lutte pour une insertion sociale qui même si elle a eu de bons effets pour certains a selon moi participé d’un colonialisme anba roche, un colonialisme larvé qui ne disait pas son nom et avançait masqué. Les résultats sont contrastés. Ce sont les forces vives qui sont parties pour revenir parfois au bout du chemin de l’exil une fois la retraite venue avec au fond du coeur un rêve antillais encore plus fragile que ne l’était le rêve français. Car en Guadeloupe comme en Martinique comme à la Réunion malgré les universités, les hôpitaux, la qualité de vie, la CAF, le RSA, la Sécu, l’environnement privilégiés les jeunes continuent de lorgner vers la mère-patrie tandis que la population locale vieillit. Certains mouvements indépendantistes ont même qualifié l’opération de génocide par substitution, voire de traite silencieuse !

Pour ma part je pense que cette navette entre imaginaires a forgé un nouvel imaginaire chez les descendants de ces rêveurs de bumidomiens et post bumidomiens qui se sont empreints chemin faisant d’une nouvelle richesse culturelle, l’Eldorado invisible du Tout-Monde. C’est cet Eldorado selon moi qui malgré les chemins tortueux meut les jeunes et les moins jeunes d’aujourd’hui. Le Tout-Monde ! La conscience prégnante de sa multiplicité et en même temps de son unicité racinaire, rhizomique.

L’Emigration Antillaise en France , Alain Anselin, Christian Montbrun, Editions Anthropos

L’Emigration travailleuse guadeloupéenne en France, AGEG, Association Générale des Etudiants guadeloupéens, L’Harmattan

Utopies du BUMIDOM: construire l’avenir dans un « là-bas » poscontact, Anny Dominique Curtius, French Forum, 2010, Vol 35(2), pp 135-155

La traite silencieuse, les émigrés des départements d’outre-mer, IDOC, 1975, 145 pages

Documentaire de Jackie Bastide: Le Bumidom, des français venus d’outre-mer

Le téléfilm en deux parties de 90 minutes Le Rêve français de Christian Faure avec Yann Gaël, Aïssa Maïga, Samuel Etifier, Firmine Richard, Laurence Joseph, Jocelyne Béroard, Ambroise Michel raconte la saga entre leur île d’origine et la France Hexagonale de deux familles: la famille RENIA et la famille TRESOR, deux familles qui existent réellement aux Antilles et à la Réunion.

Esclavage, vice-championne du carnaval de Rio 2018

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Il y a de cela presque 130 ans le 13 mai 1888 la loi Aurea était promulguée au Brésil par la princesse régente Isabel. Elle avait été précédée en 1871 par la loi du ventre libre qui déclarait libres les enfants nés d’esclaves. Avec cette loi l’esclavage était aboli. Le G.R.E.S Paraiso do Tuiuti,  originaire de la favela du même nom dans le quartier de São Cristovão, vice-championne du carnaval 2018, a enchanté les tribunes au moment du défilé des écoles de samba sur l’avenue Marques de Sapucai avec cette question qui taraude encore de nombreux Brésiliens de toutes couleurs. Quelle que soit la teinte de l’arc-en-ciel qui nous caractérise la question posée est : »Mon dieu, Mon dieu, l’esclavage est-il aboli? »

L’esclavage était donc le thème du défilé  avec cette question Meu Deus, meu Deus Esta extinta a escravidão ? L’esclavage est-il éteint ? Le seul fait de se poser la question en 2018 interroge au Brésil comme elle interroge dans de nombreux pays à travers le monde des Etats-Unis aux Antilles. Si on se pose la question c’est qu’elle n’est pas résolue ! Par ailleurs une nouveauté : une femme Grazzi Brasil chantant le thème d’ouverture.

Les compositeurs Claudio Russo, Moacyr Luz, Dona Zezé, Jurandir et Aníbal, ont fait une nouvelle narration de l’histoire de l’esclavage au Brésil à travers leurs 29 ailes (asas) montrant l’exploitation de l’homme par l’homme sous toutes ses formes aussi bien dans le champ rural que dans le domaine urbain, dans les quilombos et senzalas d’aujourd’hui, les favelas, désormais appelées pieusement de communautés (comunidades) où règnent tous les trafics (rogues, sexe, armes) et l’insécurité à tel point que juste après le carnaval les troupes militaires fédérales sont intervenues et ont assumé le pouvoir de police à Rio de Janeiro. Un défilé à forte connotation politique donc puisque les réformes engagées par le président Temer sont caractérisées comme un recul, un retour en arrière vers  des pratiques anciennes  datant de la Colonie et de l’Empire où la préservation du système esclavagiste et la surexploitation du travail était la principale caractéristique des élites économiques. Récemment les lois rétrogrades gouvernant le travail ont été promulguées et les conditions pour dénoncer un travail esclave renforcées donnant naissance à ce qu’on peut appeler un esclavage social.

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Bien que beaucoup d’historiens expliquent que la corruption est un des piliers du brésil d’autres comme Luiz Felipe de Alencastro  (voir son ouvrage Trato dos viventes) affirment que l’esclavage est le pilier de la formation historique brésilienne car l’empire portugais d’outre mer n’a pu se former que par et grâce à la traite négrière et la construction de réseaux commerciaux dans l’Atlantique Sud.

Que disent les paroles :

Não sou escravo de nenhum senhor
Meu Paraíso é meu bastião
Meu Tuiuti o quilombo da favela
É sentinela da libertação

Irmão de olho claro ou da Guiné
Qual será o seu valor? Pobre artigo de mercado
Senhor eu não tenho a sua fé, e nem tenho a sua cor
Tenho sangue avermelhado
O mesmo que escorre da ferida
Mostra que a vida se lamenta por nós dois
Mas falta em seu peito um coração
Ao me dar a escravidão e um prato de feijão com arroz

Eu fui mandinga, cambinda, haussá
Fui um rei egbá preso na corrente
Sofri nos braços de um capataz
Morri nos canaviais onde se plantava gente

Ê calunga! Ê ê calunga!
Preto Velho me contou, Preto Velho me contou
Onde mora a senhora liberdade
Não tem ferro, nem feitor

Amparo do rosário ao negro Benedito
Um grito feito pele de tambor
Deu no noticiário, com lágrimas escrito
Um rito, uma luta, um homem de cor

E assim, quando a lei foi assinada
Uma lua atordoada assistiu fogos no céu
Áurea feito o ouro da bandeira
Fui rezar na cachoeira contra bondade cruel

Meu Deus! Meu Deus!
Se eu chorar não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

 

 

Moi j’aurais une lecture un peu différente et à l’esclavage social j’ajouterais l’esclavage religieux. D’ailleurs dans le titre on voit bien les références religieuses de toutes origines : Meu Deus, meu Deus , Fui rezar na cachoeira, Amparo o rosario ao negro Benedito, preto velho, não tenho a sua fé, irmão, meu paraiso é meu bastião. Nao sou escravo de nenhum senhor pourrait sembler équivoque. En voulant signifier qu’on n’est esclave d’aucun maître d’aucun seigneur on n’épouse pas les idées anarchistes « ni dieu ni maître » et on accepte justement les théories religieuses qui ont justifié pendant des siècles l’esclavage. En d’autres mots l’esclavage continue parce que entre autres choses le joug des dieux reste permanent sur l’âme des damnés ! Et ce joug-la, cette exploitation de l’homme par les dieux et leurs représentants auto-proclamés sur terre, qu’ils soient rois, princes ou présidents, on n’en verra pas e sitôt la fin ! La libération de cette captivité n’est pas une question de larmes mais une question d’action, de révoltes. Les carnavals sont télévisés mais comme disait Gil Scott Heron : the revolution will not be televised